The Waves

Atendendo a pedidos, o The Waves
(há! falei que o amarelo era o mais alto!)



" Quem se lembra da piscina de ondas com água quentinha? E dos tobogãs coloridos, com até 20 metros de altura? O parque aquático The Waves, na Avenida Guido Caloi, Zona Sul, encerrou suas atividades há dez anos. Projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, tinha seis piscinas, com 3 milhões de litros de água ao todo. Era diversão garantida para os visitantes. Logo depois do fechamento, a construção foi demolida pelo grupo Pão de Açúcar, que ergueu no terreno o hipermercado Extra João Dias."





Projetado pelo Ruy Ohtake, hein?
E pensar que ele deu de presente pra FEA uma estátua que lembra muito o estilo USP
"partes de foguete que caíram na Terra"...

Acompanho a montagem daquele pedaço de metal todo dia,
e quando achei que tava na metade,
descubro que vai inaugurar no dia seguinte!
(que aliás, é hoje!)


fotolog do the waves

comunidade do the waves

super herói tá na moda

CONTARDO CALLIGARIS

Batman, as trevas e a moda

Com os super-heróis, sonhamos que nosso cotidiano insosso é uma identidade secreta

ASSISTI A "BATMAN - O Cavaleiro das Trevas", de Christopher Nolan. Gostei e me diverti. Pouco tenho a acrescentar à massa do que já foi escrito sobre o filme, salvo uma vaga decepção, como se eu esperasse "mais". Mas mais do quê? Os releases, a imprensa e o título prometiam um super-herói com uma nova profundidade moral. Desta vez, desceríamos no âmago escuro de Batman, aprenderíamos que mesmo o caminho das melhores intenções é ladrilhado de tentações e motivações sombrias. Uma exposição está acontecendo no museu Metropolitan de Nova York (até 1/9), "Super Heroes - Fashion and Fantasy" (super-heróis -moda e fantasia): o tema é a influência do traje dos super-heróis na moda contemporânea. No prefácio do catálogo, o curador observa que os super-heróis nasceram como personagens de romances de dez centavos e de quadrinhos, mas não por isso devem ser subestimados: "Sua aparente trivialidade é justamente o que faz com que, enquanto eles nos divertem, possam levantar questões sérias sobre os valores e sobre os méritos [de cada um]". Concordo. E acrescento que: 1) na verdade, quase todos os filmes recentes de super-herói (Homem-Aranha, Hulk, os X-Men etc.) fogem da oposição primária entre o mal e o bem absolutos; 2) a "complexidade" subjetiva e moral dos super-heróis não é uma novidade cinematográfica; ela já estava nas histórias em quadrinhos. Voltando ao Batman de hoje, de onde nasceu (inclusive em muitos críticos do filme) o sentimento de uma nova "complexidade" moral do herói? É porque Batman deve se conter para não matar seu repugnante adversário? Porque está a fim de largar tudo e viver normalmente com sua amada? Porque ele se pergunta se sua figura de justiceiro misterioso é um bem ou um mal para a cidade? Não sei. Mas sei que, mais de uma vez, durante o filme, pensei: "É só isso?". De fato, no filme, a "complexidade" aparece sobretudo do lado do mal. Deve ser por essa razão, aliás, que (performance de Heath Ledger à parte) o Coringa rouba a cena de Batman. Sebastião (13 anos), ao sair do cinema comigo, não tinha perguntas sobre Batman, mas tinha uma sobre o Coringa: "Como é que ele queima aquele monte de dinheiro?". Ou seja, ele é do mal para o quê, então? Sebastião, em suma, acabou meditando sobre a profundeza do mal, não sobre as trevas escondidas no desejo de fazer o bem. Além disso, o filme nos apresenta um excelente dilema moral. Imagine dois navios parados no meio do mar. Cada navio é recheado de explosivos e carrega 200 pessoas (que não constituem um grupo, não são nem uma torcida nem uma tribo). São 23h, e à meia-noite os dois barcos explodirão, a não ser que, antes disso, um deles vá para o espaço. Detalhe: o detonador que comanda a explosão de cada embarcação está nas mãos dos passageiros do outro barco. Ou seja, em cada barco, os passageiros devem decidir se eles apertam o botão e se salvam matando os outros ou, então, morrem dignamente, sozinhos ou junto com os outros. Melhor viver assassino ou morrer inocente? Pois é, a resposta moralmente mais elevada não consiste em escolher morrer para não matar. Consiste em decidir que, seja qual for a conseqüência, nossa dignidade subjetiva nos impede de participar dessa brincadeira. Confira o que acontece no filme: de novo, a complexidade aparece do lado do mal. Enfim, o prefácio que citei afirma que o super-herói, com sua identidade secreta, encarna nossa vontade de sermos "outros". É a idéia da exposição: "a moda, como o super-herói, (...) oferece possibilidades ilimitadas de dar nova forma ao nosso corpo e, em geral, a nós mesmos". Num desfile de Moschino, um homem de terno, com os óculos de Clark Kent, abre sua camisa mostrando uma camiseta que evoca o traje de Superman. Legal. Mas, agora que somos grandes, se quisermos pensar nos nossos anseios de vida dupla ou tríplice, talvez pudéssemos dispensar os super-heróis e contar a história dos executivos que, no fim de semana, vestidos de Hell's Angels, sobem numa Harley. Ou a das executivas que passam os domingos pulando de pára-quedas. Ou a dos que só toleram o cotidiano à condição de se perder, a cada noite, nos inferninhos da cidade. Ou ainda a dos que sempre sonham em férias que nunca são a "outra" vida desejada. Isso sem contar os que acham que, para ser super-herói, basta encontrar a roupa e os apetrechos certos, fazendo compras em Miami.

***

e a exposição

sonho - um acordado e um dormindo

eu não comento isso muito, mas quando vejo anúncios do show do Muse,
a de felicidade me percorre :)

é como um filme que eu vivo assistindo, e agora ele está em turnê!!!

tipo "star wars em turnê"
e vc pode se imaginar lá no meio das lutas de sabre de luz



e o sonho dormindo...

é que eu tenho sonhos recorrentes com o The Waves.

:( ----> não existe mais

sonhei que ele tava lá igualzinho, mas era na praia, e não tinha os tobogãs,
mas não porque eu não sonhei, mas pq tinham desativado.

só que no meio dele, tinha uma piscina natural com plantas, na areia, redondinha
com "animais"...
um viveiro de lulas pretas

coisa decorativa, sabe?

mas isso foi 1% do sonho,
tinha toda uma história
disputas de amor, beijos roubados, cabelos ao sol

parecia "sonho de verão", tinha até música da xuxa!

soulmates - final

o super herói finalmente reencontra a garota


- eu levo uma vida dupla e não posso estar com você plenamente

- então você é um super herói?

- não, eu tenho depressão


***


se tem uma coisa que me incomoda na depressão é saber se estamos aprendendo a lidar com ela, ou a eliminá-la.
ou se, de algum jeito é a mesma coisa e eu não percebi ainda.

se você aceitar que sua vida pode não ser tão intensa mais, então estará bem.
mas eu acredito que tirando uma coisa da sua vida, você automaticamente tira o oposto dela também.
então se você não estiver tão triste, não vai estar tão feliz também.

e depressão é quando você está ok com isso.

e você realmente leva uma vida dupla mantendo isso escondido.
você quase liga, quase sai, quase passa a noite inteira,
quase chama pra jantar, quase conta uma novidade,
quase vai no jogo, quase viaja, quase devolve, quase combina,
quase quer fazer as coisas,
mas sempre surge alguma coisa de última hora

e quando você passa por isso, as pessoas ao seu redor sofrem.
e quando alguém que você gosta está passando por isso
e você sabe o que ela está sentindo, você sofre.

porém é uma bela rasteira quando você não sabe o que é depressão
e alguém próximo de você tem
mas mantém escondido.
você pega que nem uma gripe.
quanto mais próximo, maior o risco.
e aí você vai saber.

soulmates

- sempre quis te perguntar uma coisa

- o que?

- qual é o SEU super herói favorito!

- ah... vc sabe... todos tinham um...

- e daí?

- eu não podia pegar o de ninguém...?

- bom, isso responde bastante

- não sei porque, mas eu tenho vergonha disso

- do que, exatamente?

- falar que eu virei um super herói porque não tinha nenhum disponível nos gibis...

- (constrangimento)

- (por que eu contei isso pra ele?)

- e... o que você diz pras pessoas geralmente?

- ah, você sabe... o de sempre

- morte na família? raiz extraterrestre? convocação?

- não, acidente seria o de sempre.

- (realmente)

- porque eu usaria as histórias dos outros super heróis se não pude nem usar eles como modelo?

- mas... essa sua rua aí, os meninos iam te bater se te vissem com a camiseta do herói do seu vizinho? era assim?

- não, não, eles gostavam dos heróis dos outros

- (ele faz parecer tão gay isso tudo)

- (e eu ainda estou falando...)

- sei... então era uma coisa sua só?

- é, acho que sim

- ei, pelo menos você é um super herói e eles não...

- pois é

- (essa conversa tem que acabar...)

Desabafo cósmico

Eu sei que o inferno astral vêm um mês antes do aniversário, mas que o paraíso astral tb existia era novo até esse ano.

É no oposto do seu aniversário, então o meu seria em janeiro.

Mas eu sei de fato que ele é em outubro, tive que discordar.
Porque eu adoro outubros, nunca tive um outubro ruim, ou pelo menos de um nada ficou.

Mas isso tudo que eu tô falando é coisa que vem desde criança.

Agora agostos por outro lado...
Nunca tive um bom. O mês de agosto em si me dá aflição. Nem soa bem.
Não que eu lembre de tudo, mas, do mesmo jeito que outubro, minha cabeça não guarda coisas boas de agosto.

Eu odeio que meu aniversário é no inferno astral de leão, e odeio passar o mês de agosto sob o inferno astral de leão.

Talvez um dia eu descrubra que é porque o ascendente tem inferno astral tb. Aí fodeu.

Tanto que setembro é meio nulo, recuperação de um e preparação pro outro.
Não sei o que eu acho de setembro.

Outubros são bons e dezembros são o mês do natal, então novembros costumam ir de carona e serem bons também.

Mas nunca tive opinião sobre janeiro.
Aliás, tirando outubro e agosto, o único outro sobre o qual eu tenho opinião é maio.
Maio é sempre um mês de transição, definitivamente.

Nem sobre julho, que é o meu inferno astral e aniversário eu tenho opinião.
E por causa disso tudo, eu gosto mais de segundos semestres do que de primeiros.

Ah, e também tem o fato de eu gostar mais dos anos pares do que dos ímpares...

soulmates esquecido

- eu sei que ela tem pensado em mim.

- mas como de costume, você veio falar comigo...

- não é como se eu pudesse chegar e dizer "ei, eu sei quando você pensa em mim"

- mas ela não sabe que você tem super poderes?

- sim... mas a ética vem com o uniforme, sabe?

- sério???

- não! digo... eu quis dizer que por ser um super herói e tals.

- oh

- é

- mas o que você disse sobre falar com ela, não foi o que eu quis dizer também.

- o que?

- eu quis dizer
(que eu preferiria poder morrer do que ouvir você falar da garota de novo)
que você guarda bastante assunto para deus, eu no caso.

- ah entendi... você tava preocupado que eu ia falar dela de novo, né?

- não, eu me lembrei de uma história... (rescurso de avô)
de como eu virei deus

- e como foi?

- bom, os tempos eram difíceis, a gente rezava muito. Mas não foi até quando eu percebi que não guardava nenhum assunto pra deus mais.

- e aí?

- e aí foi isso.

- cê tá brincando?

- bom, eu não posso dar os detalhes...

- :o

- e eu sei que vocês super heróis tão sempre brincando de deus por aí, mas eu não pude deixar de apontar a ironia

- :o

- ei!

- o que? que se eu quiser "ser deus", eu tenho que parar de guardar assuntos para você!?

- basicamente.

- mas você conseguiu dessa vez hein? precisava ir tão longe...

- bem...

- tive que usar meus super poderes só pra entender sua história louca

- para um super entendedor, minha palavra basta

- ok então

- ok

- ...

- ...

- ... mas rapidinho, você nem sabe que ela...