justiça

Eu tava voltando pra casa hoje no ônibus cansada, mas cansada como nunca na vida. Tô até meio religiosa. Não é nem sono, eu até durmo bastante, mas eu tava sentindo o esforço do meu coração pra bater. As pessoas falam e eu não entendo nada, dou uns spaced out.

Mas quando meu amigo, pessoa mais baladeira do mundo, colega de carona e agora de ônibus, virou pra mim e falou "tô cansado, vou pra casa", eu senti o perdão baixando em mim que nem uma luz.
Aleluia.

Depois dessas três músicas tocarem no shuffle nessa ordem, eu cheguei em casa com a sentença assinada.
Volantes - Um pouco disso
Late of the Pier - Space and the woods
The Strokes - Machu Picchu


Eu estou perdoada de qualquer assassinato ou atentato que eu tenha cometido de quintas feiras depois das 23h até sabados de manhã, DESDE QUE eu não use isso como desculpa pra causar de novo.
E o pior é que no meu caso a segunda parte é mais importante que a primeira.

wish I may

Resolvi sintetizar: "se eu vejo um polvo, eu desmaio"
Agora todo mundo entende que é uma beleza.

E aí, de repente, saí sintetizando tudo.
Essa semana foi de uma loucura indescansável, tô meio na fissura, morendo na ignorância do meu cansaço, e cantando pagode pela rua tarde da noite.

É um estado insustentável de melhor época da minha vida.
E vai tudo acabar daqui a pouco.

Eu sou a Rachel Berry da classe.

crescendo

Crescer é saber o que você quer do seu cabelo.
Finalmente.
E ter a força de vontade de deixar ele crescer do raspado pro comprido, sabendo que você não vai gostar dele em nenhum dia que venha entre.

we can be like they are

Hoje tudo se inverteu: dia foda e noite fiasco. Mas tudo bem, porque se tem uma coisa que eu tiro de letra é variação das coisas da vida. Da minha vida, da dos outros, do cosmos, etc.
Essa é uma grande vantagem de ser instável, não há mau tempo ou motivo pras coisas não mudarem de um segundo pro outro se elas tem que mudar.
E a vantagem de uma noite fiasco é que ela pode melhorar com qualquer coisa, tipo a música que eu escuto no ônibus.

The Blue Oyster Cult - Don't fear the reaper

Do meu episódio favorito de Six Feet Under, o do velório do motociclista.

you gotta love that bpm

Depois que eu postei que não conseguia ouvir as bandas que tocaram em festivais planeta terra porque eram demais, resolvi colocar todas elas no ipod e reviver todos os momentos kodak.
Foals, Maximo Park, Kaiser Chiefs.
Me empolguei com o Kaiser Chiefs no Glastonbury, não tava dando a mínima. Mas aí lembrei daquela cueca vermelha.

E hoje eu ouvi uma música que eu não ouvia desde 2009 com certeza: Great DJ
E tive um momento no meio da rua, daqueles: eu tava na montanha russa 1h da manhã agora há pouco.
Porque um gênio colocou Great DJ pra tocar logo depois do show do Ting Tings. Foi o tempo da gente correr pro looping star antes de fechar. 
Imagina as garotas e os garotos e as cordas e a bateria nessa hora.

lipstick on the nightstand and octopuses at the door

Eu não quero que o curso acabe :(
Aquele negócio tá salvando a minha vida em vez de acabar com as minhas noites de sono.
Durante o dia eu sou indistraível, mas não sei como eu chego lá à noite brigando com o cobrador na chuva e tomando falta e saio rindo.

Ai meu coração.

maratona arquivo x - o homem dos milagres

Eu tive que parar de ver Arquivo x agora.
Porque esse episódio que eu vi agora foi muito forte.
Eu tava indo em ritmo de maratona + feriado, achando tudo muito genial, tendo mil comentários pra escrever, mas esse episódio é forte. Demais.

O que eu ia comentar dos outros episódios até esse é que eu não estou entendendo porque o Mulder quer achar só os alienígenas que o governo esconde. Ele já deu de cara com várias outras manifestações: o fantasma do espaço, a minhoca do gelo,  a comunidade amish. Nem se abalou.
Mas quando tem aqueles episódios em que o governo inventa que um caminhão de sorvete virou na estrada ele fica na fissura, e eu acho esses os mais chatos.
Percebi pelo último, E.B.E., que a série mexe muito mais com fé do que com conspiração. O quanto o Mulder quer acreditar e a Scully não, e também o quanto ela fica mal quando acredita em alguma coisa. Só que geralmente quando isso acontece é o Mulder que não acredita.

Até que eu cheguei nesse episódio, "miracle man", que foi um dos "nossa, não aguento mais ver esse episódio". E meu deus do céu, que episódio foda. A história: um pastor tem um filho adotado que performa milagres de cura desde pequeno. Ele ressucitou um homem queimado quando tinha uns 8 anos e esse homem virou braço direito do pastor. Quando a história começa, a polícia local procurou o FBI pra ver se conseguia acusar o menino (agora com 18 anos) de ter matado algumas pessoas durante a cerimônia de cura, depois de anos tentando fechar a tenda do pastor.
Só que como a religião proibe a autópsia, não tem como saber se foi o menino mesmo ou não. Ele próprio acha que é culpado, acha que a fé dele foi corrompida e foge. Depois encontram ele num bar todo zuado e triste.
O pai convence ele de que ele não está corrompido, mas ele mata outra mulher tentando curar.
No julgamento ele fica interrompendo a advogada dizendo que quer ser preso, mas o juiz não tem provas e só determina uma fiança pra ele sair da cadeia. Aí uma nuvem de gafanhotos invade o tribunal.
A Scully e o Mulder convencem a família da mulher morta a autorizarem a autópsia, e descobrem que ela foi envenenada. O Mulder corre pra soltar o menino, mas ele não acredita e quer ficar na cadeia.

O xerife que já tava atrás deles por anos, põe uns caras na cela pra matar o menino de porrada (e eu suspirei quando declararam que ele estava morto), e ele então aparece pro tal braço direito do pai e acusa ele de (ai que eu não consigo parar de chorar) traição :(

Ele, o braço direito do pastor tinha envenenado as pessoas, colocado os gafanhotos no tribunal pelo sistema de ventilação, criou o rebu todo pro menino perder a fé e achar que o dom dele tinha sido comprometido pelos pecados. Isso tudo como vingança pelo menino ter ressucitado ele e feito ele viver aquela vida após a morte queimado.

O cara se envenena e morre, bem quando o xerife e os agentes chegam na casa do pastor contando tudo e querendo prender o cara.
Depois o xerife é acusado de ter forjado a prisão dos caras que espancaram o menino.

Só que o menino curava de verdade coitado, ele era tudo que o pastor dizia que ele era mesmo. Ele ressucitou e saiu do necrotério direto pra acusar o cara queimado.
Ele curava o meio que o fluxo de energia das pessoas otimizando a cura das doenças delas, e sentia a dor das pessoas de verdade. Olhou pra cara do Mulder e disse que ele tinha uma dor de perda da irmã.
Aí fudeu né, mexeu com a irmã do Mulder é pedir pra ele mergulhar de cabeça. Ele começa a ver a irmã criança sempre que o menino estava perto.
E no final, quando nada tá certo, a tenda do pastor tá fechando e ele tá arrasado porque o filho não só morreu como sumiu, o braço direito dele era o culpado e o xerife orquestrou a morte do filho, o Mulder vê a irmã de novo, ou seja, o menino tava perto.

Parece ser um senso comum que quando você morre, descobre tudo que todo mundo fez né?

Ai que tristeza de episódio!