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carnaval



eu gosto do carnaval

Eu gosto do carnaval porque é um feriado enorme, generalizado, e sem pressão pra ser praticado como o natal.
Quem não gosta de carnaval ainda gosta do carnaval para aproveitar a cidade vazia, descansar, viajar por 5 dias sem obrigações familiares.

Mesmo assim, eu refleti sobre o carnaval hoje, minha cara.
Vamos aos fatos.

O carnaval de 2005 não tem registro mas não precisa de apresentações. É o carnaval no qual eu ia perder a virgindade. O pai do Leo viajou pra bahia, a gente ia pedir comida chinesa e estava tudo certo. Não só eu não perdi a virgindade porque não, como estourou uma lâmpada da sala dele por causa de um vazamento no andar de cima, daqueles que fazem água sair pelo teto.
No dia seguinte eu acordei com a minha maior crise de vertigem até hoje, e passei o carnaval inteiro tentando me equilibrar o suficiente pra voltar pra casa de ônibus.

O canaval de 2006 foi aquele em que eu viajei para Campos do Jordão com o pessoal da faculdade. Uma turma na qual eu já estava meio deslocada, tanto que fui escolhida para não saber do caso do Danilo com o Gabriel. Mas eu quis ir porque tinha acabado de terminar o namoro. Se eu não me engano, eu me convidei. Teve a encenação incrível da música das marionetes de Chicago.
Foi também nessa viagem que eu assisti O Clube da Luta pela segunda vez como se fosse a primeira.

O carnaval de 2007 foi aquele do Rio, no qual a família inteira desfilou da Viradouro.
Tenho uma citação: "sabe quando alguem quer te levar pra um lugar que vc nao quer e vc agarra o batente da porta?
na areia nao da certo..."

No carnaval de 2008 eu achei que teria passado o feriado inteiro vendo Lost em São Bernardo com o Renan, e quando fui procurar no blog, vi que foi quando estreou a 4a temporada haha.
Então eu devo ter ido na casa do Diogenes na sexta, ouvindo Blind no ônibus. E passado o resto do tempo em São Bernardo.

O carnaval de 2009 foi aquele em que o Vitor levou todos para Serra Negra, e eu terminei meu namoro na volta. E foi um ótimo carnaval. Eu postei sobre ouvir Let it Be na piscina, e o fim dos Beatles.

O carnaval de 2010 foi aquele no qual a DBO anunciou que ia fechar e demitiu todo mundo.
E foi passado assistindo a inédita olimpíada de inverno com o gustavo na casa do andré num calor infernal. Aprendemos sobre curling, biathlon. E foi também quando eu peguei birra daquele amigo do pedrinho que usou o dvd do Shaolin Soccer como cinzeiro.

O carnaval de 2011 foi quando eu percebi que o carnaval podia ser longo demais quando se está sofrendo haha.
Eu passei ele mal, deprimida e descadeirada, esperando entregarem minha máquina de lavar, vendo evangelion.
E baixando músicas raras do Oingo Boingo do Youtube, pelas quais sou muito agradecida até hoje porque só com 5 dias de vazio existencial que eu ia conseguir fazer a triagem que eu fiz.

O carnaval de 2012 eu passei no Rio com a minha família, minha irmã estava aqui. Eu tinha acabado de começar a namorar com o Mário e passei 5 dias dormindo no mesmo quarto que o meu pai no hotel. E ainda bem que a gente estava no hotel , porque a família pode ser um tanto intensa, ainda mais com as crianças perto haha.
Lembro de assistir o filme do Senna conversando com ele pelo msn de madrugada, com meu pai querendo desligar a tv, e de voltar de carro assistindo a 4a temporada de Californication no carro no note. A modernidade haha.

Aparentemente no carnaval de 2013 tivemos uma monção de chuvas, e o novo papa.

E em 2014 o que não aconteceu? Eu saí da Havas na sexta feira de carnaval, lá pelas 23h depois de editar o vídeo da cápsula da Durex, e fui direto pra Rádio Uol na quarta feira de cinzas.
Logo, fiz minha tatuagem de raio, no dia internacional da mulher.
Foi quando a gente percebeu que não dá pra sair de carro de casa no carnaval.

Tudo isso porque esse ano eu comecei o carnaval com vertigem, numa comemoração de dez anos depois, só porque a gente foi nadar ontem, a piscina estava vazia, e eu dei virada em todas as chegadas.
Aliás, a Berrini estava vazia às 19h também, comovente.
Foi uma boa sexta feira de carnaval, passei a manhã fazendo exame pra cirurgia, e terminei na sala de espera do último exame, o de sangue, vendo receita de frango empanado na tv da polishop.
Mas depois teve rodízio de japonês no trecho Las Vegas da Berrini.

a vida convencional

dos criadores de :
"História sem fim"
"Copa do Mundo sem fim"
"Fim do ano sem fim"
vem
"Carnaval sem fim"

Mas não.
O carnaval teve fim.
Na hora em que eu desci do ônibus sabendo que meu amigo tinha voltado.

E agora eu vou ficar empapada de perfume o dia inteiro me lembrando disso :)
 

carnaval

Meu deus onde foi que eu fiquei nesse carnaval?
No sentido de que não estou conseguindo me concentrar pra existir nessa quarta feira de manhã.

Vou só postar um momento do carnaval antes que eu esqueça.

Sabe quando tá rolando uma música de fundo no churrasco e entra aquela na qual todo mundo para ao mesmo tempo pra prestar atenção?

E sabe quando vc ouve uma música a vida inteira e só entende ela bem depois?

Bom, Let it Be era essa música.
Ela começa e o pessoal faz cara de "ah, let it be...", e para pra ouvir.

E eu finalmente entendi que acima de ser uma mensagem atemporal que nos ajuda a lidar com a vida, essa música é um preparo psicológico para o fim dos Beatles, que na época deve ter deixado uma sensação de "break up" irreparável em cada coração do planeta.
O fim de uma relação seríssima.

Eu sei que se eu existisse na época (ao contrário do que estou fazendo hoje de manhã), eu ia precisar desse apóio psicológico pra segurar a barra.
Qq livro/ filme/ documentário dos Beatles que eu tenha lido, quando chegava nessa parte... dava aquele nó.

E eu tô falando sério. Imagine expremer Let it Be de um fim de uma banda, o que não era essa banda e a relação dela com o mundo.

E aí, voltando para o carnaval, eu fiquei sentada lá ouvindo Let it Be na piscina, sol na cabeça há horas, sofrendo com o fim dos Beatles.
Em 2009.