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how can I handle work on a day like today?

Cara, isso é genial num nível que só os cancerianos conseguem ouvir

Ferris Bueller - 25 anos depois

E hoje.

Logo hoje, sendo que ontem, eu tava no pronto socorro vendo a minha amidalite torcicolar, doida pro médico me dispensar do trabalho hoje, o que ele não fez...

Eu voltei pra casa, e subi as escadas da derrota haha.

Isso depois de relatar a porção mais derrotada do meu ano passado.
E tendo passado tudo isso, incorporei no coração que derrota é sinônimo de boas histórias. Meu ano passado ganhava o oscar. Amo todas elas de paixão, muito mais do que as pessoas envolvidas nas mesmas.

Ontem, nessa mesma subida à derrota, mal sabendo que 5 minutos depois eu não ia conseguir acender o fogão e ia dormir sem meu sonhado miojo com sal e limão, foi a primeira vez depois de um tempinho difícil em que a tristeza veio de fora e não de dentro.
Vulgo derrota ❤

Fui dormir com um mau humor e uma felicidade... e imagine eu vendo esse teaser do Ferris Bueller logo de manhã.
Se parar um carro aqui na porta hoje, pode acreditar que é meu pai vindo me buscar.

londres

derrotei uma derrota com outra derrota maior ainda.
penso nisso.

defina derrota

Eu acho que tudo que eu defini como "derrota" esse ano, desde que eu comecei com essa história, é mais uma derrota dentro da minha vida do que minha propriamente.
Eu mesmo não tenho me derrotado.
São mais vitórias desanimadoras do que derrotas, como quando eu briguei com a professora, e tantas outras quintas feiras inspiradas.
Umas vitórias que eu quase preferia não ter que vencer, sabe?

Ai como é difícil...

sound of defeat

Essa música é a direta responsável pelo ápice da sensação de derrota do dia.

The Clash - Sound of Sinners

A boa notícia é que se for culpa da lua cheia, já já passa.

a DERROTA

Não tô ACREDITANDO no que aconteceu.

Mas antes, gostaria de dizer que a minha lei "não me responsabilizo por nada que eu faça depois de quinta feira a noite até eu descansar" tá rolando bonito, não tô com um pingo de remorso.

Mano, eu tô cansada, MUITO.
E a única razão de eu voar baixo nesse curso é porque eu gosto MUITO.

Dei a vida pelo trabalho do programa de rádio, o editado. Terça a gente tem que fazer ao vivo, e o único ensaio era hoje. ERA.
Eu fui pra lá pensando nas vinhetas que eu tinha que cadastrar, nas coisas que eu tinha que trocar, porque tá foda prestar atenção, ainda mais no fim da semana.

Eu sento no computador pra cadastrar as coisas zureta, pilhada na concentração, e já fica todo mundo de papagaio esperando pra começar o ensaio. Lembrando que é o único.

Aí a PROFESSORA, que já tem um histórico comigo, fica assim:
"a laura não consegue cadastrar se tem gente falando atrás dela, é difícil"
e eu:
"é"
Deixei.
Mexo um pouco mais, e no final ela:
"Vou fazer uma pressão aqui pra Laura errar"
eu viro pra trás:
"velho! se vc for ficar assim eu paro! tá foda!"
ela (fazendo o PIOR tipo de brincadeira do mundo):
"ai é brincadeira, não precisa ficar assim"

Aí ela pediu pro outro cara operar a sonorozação no ensaio, e eu no dia.
Eu saí da mesa e por sorte não saí do estúdio.

Não deu outra, eu troquei um negócio de lugar, cagou todo o meio do ensaio, salvou um pouco no final, e quando acabou eu falei:
"viu, sua pressão deu certo, eu errei um cadastro, parabéns".

O povo entrou na sala, comentou o ensaio, que, cadastrando certo, vai rolar bonito, tá tudo lindo.
E quando eu tava saindo ela veio ver se eu tinha entendido que era uma brincadeira.
Vai cagar.
Não só eu entendi, como não gostei, eu não sou burra, eu sei que ela tava "só brincando".

Velho, me zuar na hora do cadastro, para!
Eu sou a primeira a zuar dentro daquela cabine, mas eu tinha PEDIDO pra me deixar concentrada.

Ela tentou de todo jeito me cercar com tudo bens e não precisa ficar assins, e eu não tô nem aí pra que pensem que eu me esquentei com uma brincadeira.

Saí putíssima, meu grupo lá, o outro grupo lá, foda-se.

Fui embora com meu colega naquela fúria de bêbado, gritando no meio da rua.
Meu ônibus tava praticamente me esperando no ponto, e quando eu entrei e sentei, adivinha.
Eu chorei.
Com gosto. De raiva.
Porque nosso trabalho é muito bom, porque vai ficar muito bom ao vivo, porque eu não lembro de ter me dedicado tanto a um trabalho, porque eu tô cansada PORRA, porque a única coisa que tinha hoje era esse ensaio, e eu fui toda organizada e me preparando pra me concentrar, o que não tá fácil, e a IDIOTA da professora resolve me zuar na hora do cadastro?
Zuou o nosso ensaio inteiro!

Vai ficar ótimo no dia, mas hoje ela tomou nosso tempo pq eu não conseguia cadastrar com ela me enchendo o saco, logo o ensaio não começava, e era só isso que tinha que acontecer hoje: a programação estar certa.
Mas não, foi uma noite valiosa jogada no lixo, porque a professora sabe que sempre que ela fala eu respondo na altura da pilha que ela põe, e resolveu se divertir com isso.

É a DERROTA né?

show do Roxette

Toda vez que eu entro no Credicard Hall me dói o coração genuinamente.
Porque eu lembro de alguns shows que eu vi lá que me causam saudade até hoje.
E cada vez que eu entro lá é pra acrescentar um novo.

Ontem, lá de cima da platéia superior, eu enxergava o Pet Shop Boys com todas as cores.
Ouvia a virada do show de farewell do A-ha, quando começava Stay on these roads, e lembrava da entrada mágica do show do B-52's.

Inclusive agora eu tô ouvindo o famigerado áudio do show do A-ha, porque eu li no post do ano passado que eu dependia emocionalmente de ouvi-lo todo dia, e tô vendo se ele faz alguma coisa por mim hoje em dia.

Já começou com a cena memorável do Ludov invadindo o palco sem ninguém entender nada uma hora antes do show rs. Uma tia gritou lá cima quando o vídeo anunciou que a atração já ia começar: "mas já???"

Depois do Ludov eu fiquei semi dormindo naquela cadeira gostosa, que é mais perto do teto do que do chão, e a luz apagou assim que acabou Sing do Travis.

O Roxette foi uma belezinha.
Primeiro porque conseguiu uma coisa que nem o Pet Shop Boys conseguiu: levantar as pessoas das cadeiras.
Segundo porque foi sincero, animado e competente. Gostei muito de algumas músicas que eu não conhecia.
Terceiro porque as músicas famosas são MUITO boas, e fizeram parte da minha infância muito forte.
Quarto porque essas músicas voltaram pra minha vida em 2010 através das torneiras do chuveiro do Sesc Pompéia.
Quinto porque eu estava com um bom humor que eu nunca mais vou ter de volta - até voltar no credicard hall.

Só faltou Fingertips, que, adivinhem só, era a minha vida em 96 haha.
Eu ouvia Roxette por causa da minha irmã quando era criança, mas dei continuidade meio sem querer.
Em 96 eu era obcecada por Erasure, mas não achava um cd que tivesse Love to Hate you, e o rádio não tocava quase nunca (ô época triste). Então um dia em fui na loja de cd e levei a coletânea do girassol do Roxette. E o estado do encarte atualmente diz tudo.

Ontem foi a última quinta feira de shows das 4 quinta feiras de shows em seguida, e eu podia ter encerrado ela com chave de ouro, mas infelizmente baixou o espírito da querupita em mim e não foi isso que eu fiz.
Estava autopiedosamente cansada, e confusa, e chutei o balde.
Passei o dia não querendo escrever sobre o show, mas não é justo.
Porque quando eu entrar lá de novo, vou lembrar do coro de 7 mil pessoas cantando no mais perfeito ritmo "it must have been love but it's over now, it was all that I wanted now I'm living without".

Vou lembrar de cantar "listen to your heart" com a mão no peito.


derrota

Ontem foi uma conquista.
A primeira coisa que eu vi de manhã foi uma lula gigante nadando na tv da recepção, aí que eu acordei.
Mas era tão longe e tão pequena que eu continuei olhando, e pensei "ou eu tô mto de mal humor ou tô curada".
Não é que o dia tava ruim, eu que não conseguia olhar mais pra números, antibióticos me deixam ruim da índole, entre outras coisas. Mas as coisas foram melhorando aos poucos.
E no fim da tarde eu tava sob controle.

Peguei minhas coisas, desliguei o computador, saí da sala pra ir no banheiro, e dei de cara com o que já seria ruim o suficiente se não tivesse o episódio da manhã, mas que aproveitou e destruiu toda e qualquer conquista que eu tive nos últimos dias.

Não preciso nem dizer o que é, só que a tv da recepção é bem grande e fica bem na frente da minha porta. As coisas precisam estar bem longe pra não causar um impacto, mas essa não é a intenção da bbc.

E assim, sem nenhum controle, eu trombei numa pessoa que tava passando, fui andando meio tonta até o banheiro, de olho fechado, como se tivessem me dado uma pancada na cabeça, mas por dentro.
O banheiro fica num canto que é escuro nessa hora da tarde, eu não conseguia entrar, não conseguia encostar em nada, e não tinha ninguém.
Eu mal consigo olhar um polvo se eu me preparo (e isso é me preparar pra passar mal), agora qdo é de surpresa eu não tenho chance contra mim mesma. Caralho. 
Eu fiz que nem eu fazia qdo tinha pesadelo: racionalmente não há polvos em lugar nenhum, então tudo bem eu entrar no banheiro sem enxergar, mas isso é a coisa mais difícil de alguém fazer sem controle sobre a realidade. Eu digo isso porque vontade eu tenho, mas o controle que é a chave da questão, e tem vezes que infelizmente eu não consigo me convencer.

Mas esse ano não teve nenhuma dessas ainda (e antes do ano passado nem tinha tido).
Eu fui no banheiro e também saí dele, com sucesso.
Voltei pra ilha, peguei minhas coisas e me deu um desânimo pesado.
Não era nem que eu tava com medo de descer sozinha, era a tristeza da derrota mesmo, outra coisa muito difícil de se combater racionamente, até mais do que a existência de polvos no carpete.

Eu desci, e comecei a chorar, e chorar, e chorar (e esse plot não vai ter mais twists), e gastei tudo em 5 min. No ônibus eu tava só derrotada.