O elevador do prédio é engraçado.
Um não vai nem pro 1S nem pro 5o andar, o meu. O outro não vai pro térreo. E um deles não dá pra chamar também, só pegar de onde ele está.
Hoje eu entrei correndo no elevador que tinha, era o que não ia pro térreo. Apertei o 1o andar e desci de escada. Corri pra passar batom no espelho do térreo, e uma menina de uns 6 anos fala pra mãe:
- Nossa, tem gente que desce de escada, que perigoso.
Eu, concentrada no espelho, para a surpresa da menina e da mãe:
- O elevador não vai até o térreo.
- Mas tem outro.
- Mas eu não peguei o outro.
Aí a mãe riu sem graça e entrou em modo "ok, ok, tudo bem filha"
Ontem eu assisti a primeira parte da minisérie australiana sobre o INXS, a parte da ascensão e do sucesso.
Eu ia assistir de qualquer jeito, mas não estava botando muita fé. E olha, mudei de idéia.
Não sei aonde eles acharam aqueles atores, esse casting devia estar em preparação há anos na Austrália.
O roteiro é ótimo, e tudo é muito convincente. Estilo aquelas mini séries anuais da Globo.
Rapaz, eu pulei da cadeira agora.
Fiquei lendo vários feedbacks da série que saíram essa semana, e vi que houve um envolvimento grande, o guitarrista e o empresário foram produtores da série, e que em geral a recepção foi boa.
Ouvi o Kick e o X também, e não tem jeito, o Kick pode ser o London Calling do INXS, mas o X é o Sandinista e meu favorito.
Um CD que tem, em ordem, Suicide Blonde, Disappear e The Stairs.
Aí coloquei Don't Change pra ouvir, música que eu conheci porque o Mário viu o cover no show do Matchbox 20, e li essa notícia
Todo mundo ama o INXS,
é isso?
Agora é o Bruce Springsteen…
o boss Bruce Springsteen não deixou por menos e fez daquelas versões calorosas que só ele sabe fazer para “Don't Change'', faixa que faz parte do disco de estreia do INXS, “Shabooh Shoobah'', de 1982.
Ouvindo as músicas novas do Klaxons e do Casablancas, me insipirei a ouvir todos os dois álbuns do Klaxons no trabalho.
O problema do segundo é que não saiu antes, porque os dois são igualmente bons.
Depois ouvi Dark Side of the Moon inteiro ao vivo em 74. Funciona.
Apesar de ter começado o segundo dia de trabalho melhor do que o primeiro, saí meio desolada.
Parei na farmácia e tocou My Girl.
Indo jantar depois com o Mário tocou Disappear no rádio, a música que faz as coisas desaparecerem.
Não sei o que seriam dos meus dias se não fossem minhas noites.
Hoje de manhã, parei numa música do Midnight Juggernauts no iPod, Melodya, tipo Distopya rsrs mas muito melhor.
Nem essa semana eu tava falando do Michael Hutchence e "os suicidas são os melhores", e hoje eu tava pensando muito nisso, na diferença diametralmente oposta entre overdose e suicídio.
Isso, claro, antes de saber que a Amy tinha morrido, e ainda sem saber do que.
Foi uma semana super celebrity death que se encerrou com chave de ouro.
Começou porque eu estava pensando em um monte de músicas do INXS, que eu ouvi muito essa semana, e sentindo pela primeira vez a diferença entre "in love" e "love", graças a ele.
Os 27 anos começaram promissores.
Agora tem um monte de artigos falando sobre a crise dos 27.
E pensar muito é uma coisa da qual eu não tô conseguindo escapar ultimamente. Eu tava pensando muito, disseram, no meu aniversário, no almoço em grupo, na jogatina, hoje, nem aí com o rumo que as coisas iam tomar
presente que eu me dei :)
download desse show incrível que o INXS fez na Wembley Arena abarrotada em 1991.
uma aula de auge.
Michael Hutchence é tipo o Cazuza do mundo.
sempre gostei, mas só reparei agora analisando tudo junto que todas as músicas dele são exageradas, e tudo pra ele devia ser assim o tempo todo, afinal, os suicidas são os melhores, né?
eu só me identifico muito, mas não por completo.
eu nunca falei de INXS, porque nem é minha banda favorita. como eu disse é meio muito pra gostar de tudo, mas tem aquelas músicas que pegam fundo, pq o cara, coitado, era assim o tempo todo.
(e eu volto a lembrar do professor falando "não aguentou"...)
Disapear é assim um hino pra mim, mais do que isso, é o toque principal do meu celular.
Mistify me é uma música que só poderia ter sido escrita pela mesma pessoa que fez Disapear, alguém muito ciente de querer viver de ilusão.