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choose life
Aí não sei se foi o cabelo novo, a vitamina nova, os podcasts novos, o vídeo novo, assistir Community de novo.
Mas hoje eu fui trabalhar seca e soberana.
O mundo caiu e eu fiquei.
E ainda joguei the crap out of Broken Age, sem lembrar de nada, já que eu não jogava há 5 meses.
não-sonho do polvo
Tive um sonho daqueles meio armadilha. Nada aconteceu, tinha um livro de flores e ia aparecer um polvo, e na hora do snap eu acordei.
Acordei pra uma lição muito importante: que o primeiro passo pra parar de ser uma vítima é parar de se fazer de vítima.
Depois, durante o dia, eu lembrei daquela cena do Fellini 8 1/2, quando o espírito diz que o diretor é livre, só precisa aprender a escolher. Acho que eu não tinha entendido isso plenamente até hoje
Fellini 20h30
Se eu tava com alguma dúvida quanto ao porque de querer assistir Fellini 8 1/2 hoje, um dos repórteres xinga o diretor de histérico logo antes dele se matar na conferência de imprensa no final.
Toda vez que eu assisto esse filme acho uma coisa nova e gosto mais das velhas.
"Você é livre, só precisa aprender a escolher"
Pela primeira vez eu achei muito desagradável a cena em que ele imagina a casa cheia de mulheres servindo ele, na qual a regra é que as mais velhas vão para o porão para viver na memória.
Achei coisa pra caralho desagradável, o jeito que ele trata a esposa, o jeito que ele trata a amante, o jeito que ele trata a Claudia.
O foda é que pro Fellini dentro do filme não é assim, ele acha que tá fazendo uma grande ação, e as mulheres ficam atrapalhando ele com coisa pequena. Seria melhor se elas tivessem a cabeça aberta que nem a dele e fossem amigas para que ele pudesse passar a grande mensagem em paz.
Ele manda construir toda a estrutura, mas quando tem que preencher o filme, ele não tem mensagem nenhuma, e entra em crise.
Só que pro Fellini de verdade o personagem não tá lá pra você ter dó dele, pelo contrário, ele não ama nenhuma mulher e fez o filme mais como utilidade do que como forma de pedir perdão. E olha que ele fala isso.
Mas até eu me desapegar do hábito de entender um filme da maneira heróica, já foram mais de dez vezes que eu vi esse.
A utilidade do filme é oferecer a realidade do que se passa na imaginação do Fellini. Ponto.
Porque pensa, que filme ou que qualquer coisa no mundo revela a verdade, as coisas nojentas que se passam na nossa cabeça? O que a gente realmente quer das pessoas?
Filme mostra sempre o que a gente gostaria de pensar, o que a gente quer que as pessoas pensem que a gente pensa, o que a gente acha que as pessoas pensam, e, principalmente, o que a gente queria que as outras pessoas pensassem.
E o filho da puta do Fellini, com os filmes muito loucos dele, nos faz o favor de mostrar que não há realidade maior do que o que a gente imagina.
Toda vez que eu assisto esse filme acho uma coisa nova e gosto mais das velhas.
"Você é livre, só precisa aprender a escolher"
Pela primeira vez eu achei muito desagradável a cena em que ele imagina a casa cheia de mulheres servindo ele, na qual a regra é que as mais velhas vão para o porão para viver na memória.
Achei coisa pra caralho desagradável, o jeito que ele trata a esposa, o jeito que ele trata a amante, o jeito que ele trata a Claudia.
O foda é que pro Fellini dentro do filme não é assim, ele acha que tá fazendo uma grande ação, e as mulheres ficam atrapalhando ele com coisa pequena. Seria melhor se elas tivessem a cabeça aberta que nem a dele e fossem amigas para que ele pudesse passar a grande mensagem em paz.
Ele manda construir toda a estrutura, mas quando tem que preencher o filme, ele não tem mensagem nenhuma, e entra em crise.
Só que pro Fellini de verdade o personagem não tá lá pra você ter dó dele, pelo contrário, ele não ama nenhuma mulher e fez o filme mais como utilidade do que como forma de pedir perdão. E olha que ele fala isso.
Mas até eu me desapegar do hábito de entender um filme da maneira heróica, já foram mais de dez vezes que eu vi esse.
A utilidade do filme é oferecer a realidade do que se passa na imaginação do Fellini. Ponto.
Porque pensa, que filme ou que qualquer coisa no mundo revela a verdade, as coisas nojentas que se passam na nossa cabeça? O que a gente realmente quer das pessoas?
Filme mostra sempre o que a gente gostaria de pensar, o que a gente quer que as pessoas pensem que a gente pensa, o que a gente acha que as pessoas pensam, e, principalmente, o que a gente queria que as outras pessoas pensassem.
E o filho da puta do Fellini, com os filmes muito loucos dele, nos faz o favor de mostrar que não há realidade maior do que o que a gente imagina.
The Black Outt
Quando eu tentei sair da ilha descobri.
Que teve o maior quiprocó numa reunião na hora do almoço, e por isso tava todo mundo com cara de velório (e a gente fez piada de manhã :(
Ninguém me ajudava no vídeo, minha carona não ia embora por que tava resolvendo um problema.
E pior, sobrou pra minha amiga... e ela não gostou :(
Aí vim eu e o carona conversando sobre isso constrangedoramente como duas pessoas que não se conhecem bem mas não tavam pensando em outra coisa.
Começou a tocar Flores no rádio, e eu disfarcei que tava chorando.
Vim pra casa e a rua inteira tava sem luz, com a vantagem de que não daria pro assaltante nem me enxergar.
O povo todo pra fora de casa, o maior calor.
Porém meu quarteirão era o único que tinha luz. Fellini pra que, né?
Que teve o maior quiprocó numa reunião na hora do almoço, e por isso tava todo mundo com cara de velório (e a gente fez piada de manhã :(
Ninguém me ajudava no vídeo, minha carona não ia embora por que tava resolvendo um problema.
E pior, sobrou pra minha amiga... e ela não gostou :(
Aí vim eu e o carona conversando sobre isso constrangedoramente como duas pessoas que não se conhecem bem mas não tavam pensando em outra coisa.
Começou a tocar Flores no rádio, e eu disfarcei que tava chorando.
Vim pra casa e a rua inteira tava sem luz, com a vantagem de que não daria pro assaltante nem me enxergar.
O povo todo pra fora de casa, o maior calor.
Porém meu quarteirão era o único que tinha luz. Fellini pra que, né?
guido, guido, guido
Antes que eu comece a falar sobre Lost, ainda não terminei com o Nine.
Não só o filme não é italiano, como, claro, esqueceram que ele era católico tb.
Na verdade ia ficar estranho aquele cara fiingindo que era católico... graças a deus o italiano americano continuou protestante.
Não que ele não tenha tomado banho com o padre.
Mas o problema em sair o filme é que o diretor é muito famoso, mas teve dois fracassos e precisa voltar pro topo.
E no original, quando que alguém fala de sucesso ou fracasso comercial?
A crise dele é com ele mesmo, se ele é capaz de fazer um filme profundo com todas as coisas que ele quer dizer.
... um filme que vai ajudar as pessoas a enterrar o que elas carregam de morto, sendo que ele é o primeiro a não ter coragem a enterrar nada...
Enfim.
Não só o filme não é italiano, como, claro, esqueceram que ele era católico tb.
Na verdade ia ficar estranho aquele cara fiingindo que era católico... graças a deus o italiano americano continuou protestante.
Não que ele não tenha tomado banho com o padre.
Mas o problema em sair o filme é que o diretor é muito famoso, mas teve dois fracassos e precisa voltar pro topo.
E no original, quando que alguém fala de sucesso ou fracasso comercial?
A crise dele é com ele mesmo, se ele é capaz de fazer um filme profundo com todas as coisas que ele quer dizer.
... um filme que vai ajudar as pessoas a enterrar o que elas carregam de morto, sendo que ele é o primeiro a não ter coragem a enterrar nada...
Enfim.
Good luck, maestro
Vou começar falando que dei de cara com o cartaz de Vidas Secas saindo do Nine, no Bourbon.
Coincidência.
O filme não segue o próprio conselho dele, be italian.
Como vc vai adaptar o falatório eterno que é 8 1/2 (e qq filme italiano) para o inglês?
Falta texto!
Não diálogos, eles estão lá. Bem parecidos.
Falta toda a parte inútil e indecifrável que papagaiavam no ouvido do diretor o tempo todo.
E faltam os diálogos bons.
Eu vi 8 1/2 domingo de novo, pq tudo é motivo de maratona agora. E cada vez que eu vejo esse filme dá vontade de ir anotando as melhores falas.
Aliás, acho que há dois anos atrás eu fiz isso.
Quase nenhuma fala está no filme.
A Rosela não está no filme!
Eu tive essa sensação quando eu vi Vidas Secas. O livro é o vaqueiro Fabiano pensando o tempo todo, e no filme tem tudo que acontece, mas nenhum pensamento.
É um saco.
Mas o mais assustador não é ver um filme do Fellini em formato musical.
O italiano tranformado em inglês.
É o filme se propor a ser uma adaptação e mudar de personagem.
Mano.
O Guido do 8 1/2 não tem medo de fazer o filme, ele tá entediado.
Ele não tá triste, ele tá entediado.
Ele não é dramático, ele tá entediado.
O Guido Nine se justifica o tempo todo, se faz de vítima e, acima de tudo, acredita nas próprias mentiras.
O Guido 8 1/2 é tipo o Ben do Lost.
Ele mente mesmo. Vai gingando entre todas as mulheres da vida dele e se safa de tudo, enquanto no Nine elas dão de 10 a 0 nele.
Juro, quando o cara não come a Kate Hudson e volta pro quarto dizendo que quer se reconciliar com a mulher dele, eu quase levantei e fui embora.
Quando que 8 1/2 virou um filme sobre reconciliação com a esposa???
A única pessoa que o Guido 8 1/2 acha que ama é a Claudia, não a mulher.
E a parte da Nicole Kidman, a Claudia do Nine... é interessante.
Ela é diferente da parte original, e complementa ela.
A Claudia do 8 1/2 tá ali meio a passeio, enquando a outra é mais direta ao explicar que ela rather be the man do que ser a mulher que se apaixonou pelo diretor que só ama a atriz.
E as duas levam ele a mesma conclusão, que é a melhor fala do filme - e está lá - ele não sabe amar.
Por isso ele é tão entediado.
É realmente uma grande desvantagem.
No 8 1/2 essa fala é a talvez a única que atinge o Guido no filme todo - e teve que ser repetida 3 vezes- e no Nine é o chute no cachorro morto, uma vez bastou.
Sério, as mulheres acabam com ele.
A música da mulher dele indo embora é foda.
A parte musical é foda, isso que é foda.
Pq eu saí do cinema me sentindo muito bem entretida, como se eu tivesse visto Cabaret.
Mas a vida era seca, e aquele Guidinho era choraminguento demais pra eu dizer que gostei do filme.
8 1/2 é terrivelmente, irremediavelmente sobre o Fellini.
Nine não é sobre ninguém especial nem em especial.
Se o Fellini estivesse vivo, Nine ia chamar ele de "Steve?".
Coincidência.
O filme não segue o próprio conselho dele, be italian.
Como vc vai adaptar o falatório eterno que é 8 1/2 (e qq filme italiano) para o inglês?
Falta texto!
Não diálogos, eles estão lá. Bem parecidos.
Falta toda a parte inútil e indecifrável que papagaiavam no ouvido do diretor o tempo todo.
E faltam os diálogos bons.
Eu vi 8 1/2 domingo de novo, pq tudo é motivo de maratona agora. E cada vez que eu vejo esse filme dá vontade de ir anotando as melhores falas.
Aliás, acho que há dois anos atrás eu fiz isso.
Quase nenhuma fala está no filme.
A Rosela não está no filme!
Eu tive essa sensação quando eu vi Vidas Secas. O livro é o vaqueiro Fabiano pensando o tempo todo, e no filme tem tudo que acontece, mas nenhum pensamento.
É um saco.
Mas o mais assustador não é ver um filme do Fellini em formato musical.
O italiano tranformado em inglês.
É o filme se propor a ser uma adaptação e mudar de personagem.
Mano.
O Guido do 8 1/2 não tem medo de fazer o filme, ele tá entediado.
Ele não tá triste, ele tá entediado.
Ele não é dramático, ele tá entediado.
O Guido Nine se justifica o tempo todo, se faz de vítima e, acima de tudo, acredita nas próprias mentiras.
O Guido 8 1/2 é tipo o Ben do Lost.
Ele mente mesmo. Vai gingando entre todas as mulheres da vida dele e se safa de tudo, enquanto no Nine elas dão de 10 a 0 nele.
Juro, quando o cara não come a Kate Hudson e volta pro quarto dizendo que quer se reconciliar com a mulher dele, eu quase levantei e fui embora.
Quando que 8 1/2 virou um filme sobre reconciliação com a esposa???
A única pessoa que o Guido 8 1/2 acha que ama é a Claudia, não a mulher.
E a parte da Nicole Kidman, a Claudia do Nine... é interessante.
Ela é diferente da parte original, e complementa ela.
A Claudia do 8 1/2 tá ali meio a passeio, enquando a outra é mais direta ao explicar que ela rather be the man do que ser a mulher que se apaixonou pelo diretor que só ama a atriz.
E as duas levam ele a mesma conclusão, que é a melhor fala do filme - e está lá - ele não sabe amar.
Por isso ele é tão entediado.
É realmente uma grande desvantagem.
No 8 1/2 essa fala é a talvez a única que atinge o Guido no filme todo - e teve que ser repetida 3 vezes- e no Nine é o chute no cachorro morto, uma vez bastou.
Sério, as mulheres acabam com ele.
A música da mulher dele indo embora é foda.
A parte musical é foda, isso que é foda.
Pq eu saí do cinema me sentindo muito bem entretida, como se eu tivesse visto Cabaret.
Mas a vida era seca, e aquele Guidinho era choraminguento demais pra eu dizer que gostei do filme.
8 1/2 é terrivelmente, irremediavelmente sobre o Fellini.
Nine não é sobre ninguém especial nem em especial.
Se o Fellini estivesse vivo, Nine ia chamar ele de "Steve?".
momento cabíria
Eu não ia falar nada.
E juro que dá certo, esse negócio de ficar quieta.
O exercício de se centrar não tem contra indicação.
Porque sério, em tempos assim, vai crise vem crise, nem metade das coisas que pulam na minha cabeça valeriam a pena dizer.
Conseguido isso, saem só insights verdadeiros e sinceros, tipo
"eu sou mais fraca pra música do que pra álcool"
(e não é?)
Então, eu não ia falar nada, mas hoje eu fiquei com uma impressão...
Porque o blog é assim, eu não vou falar o que aconteceu, mas sim a conexão do universo comigo em relação ao fato.
Enfim.
A impressão que eu tive é que o... "universo", o "geralzão", não sei bem como chamar isso, bom, ele não queria que eu ficasse mal.
Como se fosse interessante pra "ele" que eu passasse por isso, mas não que eu ficasse mal, como se fosse uma coisa ruim.
Acho que foi um jeito da vida de dizer que é uma coisa boa.
A experiência.
Em si.
Sei lá, o vídeo que o Thiago mandou, eu comprar um chaveiro pra minha irmã e 3 dias depois ela vir pro Brasil, as ausências no trabalho...
Me lembrou muito o fim de Noites de Cabíria.
E juro que dá certo, esse negócio de ficar quieta.
O exercício de se centrar não tem contra indicação.
Porque sério, em tempos assim, vai crise vem crise, nem metade das coisas que pulam na minha cabeça valeriam a pena dizer.
Conseguido isso, saem só insights verdadeiros e sinceros, tipo
"eu sou mais fraca pra música do que pra álcool"
(e não é?)
Então, eu não ia falar nada, mas hoje eu fiquei com uma impressão...
Porque o blog é assim, eu não vou falar o que aconteceu, mas sim a conexão do universo comigo em relação ao fato.
Enfim.
A impressão que eu tive é que o... "universo", o "geralzão", não sei bem como chamar isso, bom, ele não queria que eu ficasse mal.
Como se fosse interessante pra "ele" que eu passasse por isso, mas não que eu ficasse mal, como se fosse uma coisa ruim.
Acho que foi um jeito da vida de dizer que é uma coisa boa.
A experiência.
Em si.
Sei lá, o vídeo que o Thiago mandou, eu comprar um chaveiro pra minha irmã e 3 dias depois ela vir pro Brasil, as ausências no trabalho...
Me lembrou muito o fim de Noites de Cabíria.
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