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Leave this island

Estou baixando o disco novo do Maximo Park. Enquanto isso eu tenho baixar os vídeos que eu produzi no uol para subir no portfólio, porque eu tenho que ir atrás de trabalho, porque o freela que eu ia fazer se defez no ar depois de 2 meses de negocição. Ontem.

Agora eu tenho que ficar procurando os vídeos do Nirvana e do Caymmi pra subir, e eu não estou em nenhum universo pronta pra fazer isso. Pra abrir meu currículo e por que eu trabalhei no uol.

Como que eu pude ser demitida sem ter meu trabalho avaliado, sem ser conhecida por quem tomou a decisão, sem teram considerado meu comprometimento com o trabalho.

E agora, eu nem ficar triste posso, tenho que sair pedindo outro trabalho, e tenho que pensar que eu vou ter que trabalhar num lugar novo.

E o disco é ótimo.

uma boa manhã

Tô me sentindo bem comigo mesma hoje de manhã :)

Entre sair do trabalho ontem e chegar hoje eu consegui fazer umas 10 coisas diferentes, todas muito boas e que deixaram muitas pessoas felizes.

Ontem eu conversei com o Mário, dei oi pro meu pai que voltou de ny, assisti série com o vitor, dormi cedo, acordei cedo e fui depilar a perna e fazer a unha, e ouvi o the national health mais uma vez.

ao maximo

Baixei o álbum novo do Maximo Park at last ❤___❤

Tô ouvindo três vezes cada música, pra não gastar, é muito inacreditável!

resenha - the national health

Raramente eu faço isso, mas vou reproduzir a resenha do Move That Jukebox para o disco novo do Maximo Park: The National Health.
Porque é a primeira vez que eu choro lendo uma resenha.

E eu nem escutei o disco ainda, mas só as duas primeiras músicas que saíram antes foram melhores que álbuns inteiros desse ano.

o link é esse



Não quero soar filosófico demais. Meus 26 anos, felizmente, não me pedem nenhuma postura ou pensamento profundo que tenha coesão com minhas ideias ou meus princípios (se deveriam, eu ainda não percebi). Mas há algo que essa idade realmente me mostra e que não consigo compreender: o tempo passando mais rápido.  Tem algo a ver com a ansiedade? Tem algo a ver com expectativas? O fato é que realmente o natal parece chegar mais rápido do que quando eu era criança. Os aniversários voam e, às vezes, eu esqueço até com que idade estou (tive que calcular pra lembrar que eram 26, no momento).
2005 foi um grande ano pra mim e não me parece muito distante – mas veja bem: lá se foram sete anos. Sete anos do furacão Katrina, por exemplo. Tão devastador quanto o Katrina, eram as informações que recebia naquele ano. Sendo mais específico sobre música, estamos aqui pra isso, foi o ano dos álbuns de estreia do Art Brut, Editors, Wolf Parade, Bravery, Rakes, Babyshambles, Kaiser Chiefs, LCD Soundsystem, Bloc Party, We Are Scientists e, ufa, Maxïmo Park. Obviamente, muitos outros (até mais interessantes) surgiram na época com seu primeiro disquinho. Mas quero exaltar aqui só a certa evidência e atenção que dava pra esses aí na época. Quantas dessas bandas aí já acabaram (algumas até já voltaram)? Ou quantas já deveriam ter acabado?

Veloz como um furacão, o Maxïmo Park surgia como uma surpresa boa. Se você viveu esse ano da maneira como eu vivi, vai lembrar dos hits como “Apply Some Pressure”, “Graffiti”, “Limassol”, entre outros (por incrível que pareça), com muito carinho. E, como algumas das bandas citadas aí em cima – não todas – o Maxïmo Park não conseguiu manter o mesmo ritmo em seu segundo disco, apesar de não ser um álbum ruim, e a coisa piorou no seu terceiro lançamento. A banda parecia não querer se entregar àquela sonoridade específica que fazia um bem tão grande a eles. As canções que funcionavam como uma sequência de golpes no nosso cérebro, e golpes velozes e certeiros, por algum momento deve ter parado de fazer sentido na cabeça de  Paul Smith e seus companheiros. Paul ainda pareceu querer deixar isso mais claro com o lançamento do seu insosso disco solo.
Não sendo contra a evolução de uma banda, mas sendo totalmente desconfiado daquelas que parecem negar algo de seu passado, fui ouvir o quarto disco do Maxïmo Park, The National Health. Sem esperar nada, posso dizer até que fui surpreendido.
 ”The National Health”, a segunda faixa do disco, dribla a primeira, que funciona como uma introdução, e já explode nas caixas de som. Sim, o Maxïmo Park está soando exatamente como esperamos. Apesar de sua letra politizada, a música empolga e se apega mesmo pelo apelo emocional. É como ouvir um disco do AC/DC, tendo exatamente aquilo que esperava. Ouvir um Futureheads, pra soar um contemporâneo da banda em questão, ou ouvir um Hives. É ouvir o Maxïmo Park que eu desejava ouvir.

Ótimo: os sintetizadores, a guitarraria e a urgência também continuam em “Hips And Lips”, “Until The Earth Would Open” e “Wolf Among Men”, e quando a velocidade se ausenta, como em “The Undercurrents”, “Reluctant Love” e “Take Me Home”,  eu consigo lembrar dos bons momentos que vivi ouvindo “I Want You to Stay” nos velhos tempos de sete anos atrás. Mas fica a sensação de que algo não está certo. E nem são as faixas realmente ruins (falo da xarope “This Is What Becomes Of The Broken Hearted” e da acústica “Unfamiliar Places”) que incomodam. É a sensação de que realmente esse tempo todo que são sete anos se passou.
Eu envelheci demais? Sendo sete anos mais novo, seria capaz de achar este disco realmente bom? Ou a banda que não envelheceu tão bem assim a ponto de me convencer que há algo realmente relevante aí além de uma ou duas faixas?
Não adianta eu ouvir novamente o LP de estreia da banda, pois ele ainda me soará ótimo, e talvez seja a nostalgia que desfoque essa linha tênue criada pelo tempo entre a saudade e a qualidade. Não adianta negar a influência do tempo em nossas decisões e opções. A escolha da banda foi não dar sequência àquilo que funcionou em 2005 (ou não conseguir fazer isso) – e a minha escolha foi aprender a ser mais exigente com aquilo que ouço, ou foi apenas uma consequência com a qual ainda estou aprendendo a lidar.

hips and lips

Não coube em mim de felicidade quando saiu a segunda música do álbum novo do Maximo Park.
A primeira música divulgada, The National Health, ser boa é um dever, mas a segunda me traz só boas lembranças de quando o Arcade Fire ia lançar o Suburbs e todas as músicas que eram divulgadas eram inacreditáveis.

Os discos novos do Maximo Park e do Futureheads de 2012 pra mim são o real deal, as últimas bandas que eu gostei de verdade, já no meio da crise, mandando ver hoje.
Uma sensação de agora sim".

a última

Tem dia em que eu me sinto a última pessoa da Terra.
Não sei nem dizer a última em que, mas a última.
Mal, muito mal.

Aonde os polvos não chegam-mal.

Não vou nem dizer "fazia tempo" pra não me sentir pior ainda.

Voltei pra casa ouvindo Maximo Park.
Parecia que eu tinha bebido: todas as músicas ficaram bonitas.

E aí eu pensei que era isso que eu tava conhecendo exatamente há um ano atrás,
me preparando pro Festival Planeta Terra.

E que já tá mais do que na hora de começar a ouvir as bandas desse ano que eu não conheço ainda.

música do dia - going missing

Fui ver Jogos Mortais 6 hoje. Foda.
Vi no meu blog que é sempre na mesma época do ano que estréia, pq é sempre por aqui que eu vou ver.
Então tá registrado.

O filme acaba do nada mesmo e foda-se.
Tem flashbacks dos outros, mas tb de coisas que não apareceram.
Então vc não entendi nada se não viu os outros, mas tb não vai descobrir nada por ter visto e foda-se.

O protagonista morreu há 3 filmes e continua sendo o protagonista e foda-se.

(e nem é fantasma)

O cara cumpre todas as tarefas, e se fode no final por uma coisa que ele já tinha feito e foda-se.

Fora isso,
eu ainda não acredito que eu fui no show do maximo park.
Já superei o calor, o frio, a chuva, o sol, o ting tings.

É muito gostoso ficar sorrindo com cara de besta por causa de música, mesmo com tudo acontecendo por aí.

Eu tô de boa.

Achei uma galocha por 40 reais.

festival planeta terra

A VIDA NÃO FICA MELHOR DO QUE ISSO

Ouvir Time to Pretend de ponta cabeça no Evolution.

Era "funhouse with roller coasters"
(e mais de noite, "with lasers" tb)

Sem nem começar a falar dos shows, o esquema era:
em cada brinquedo do playcenter tocava uma música diferente, e das que eu gosto.
Parecia um retrospectiva da minha vida, lembrei de muita coisa, inclusive dos outros festivais planeta tera, pq teve mto Datarock, Rapture, Foals, etc.
Tinha até Cut Copy, que nunca veio, but it might as well have.

Eu fui em tudo que virada de ponta cabeça plus "o mistério da monga", pq era um lance que eu tinha com o Anderson desde 2007, quando a gente foi lá pela última vez.

Aí somado a isso, os shows, claro.
Vc via um show, ia numa montanha russa... O esquema.

Eu cumpri o plano certinho, vi o Maximo Park da grade e o Ting Tings do fundo.
E eu sei que o Ting Tings foi um show melhor, eu sabia todas as músicas e tal, mas o maximo park foi o show da noite pra mim, se pá o show do ano.

Primeiro, timming perfeito, faz três meses que eu tô paquerando intensamente essa banda, aí não teve como. O show foi puro sexo.

Segundo que eu e os 5 fãs que tavam lá só pra ver ela achamos o show muito bom. Eu tive que fazer um acordo com a parede de fãs do Sonic Youth que não saiu da grade nem pra ir ao banheiro a tarde inteira pra poder ver o maximo park e devolver o lugar, e a menina ainda perguntou "é sério mesmo?" com uma cara de "tá bom que vc vai ver o maximo park".

Na hora que pifou o teclado, o doidinho do polichinelo teve que ficar duas músicas sem tocar e depois voltou. Tocaram Our Velocity normal, e na hora de Limassol, que era a música da noite (mas ela precisa do teclado) ele pifou de novo.
Eu curti, ficou uma versão alternativa, pq o outro cara teve que compensar na guitarra.

No Ting Tings, 5 horas depois, eu tava meio quebrada, meio sentada num lugar ruim há uma hora e meia vendo o Metronomy que é meio genérico, meio morrendo de frio por causa da chuva depois de muito morrer de calor o dia inteiro. e meio que aceitei ver o show lá de trás, no meu "camarote" da barraca de cachrro quente.

Isso porque começou com We walk, not my favourite.
Mas aí começou Great DJ e eu não aguentei. Saí correndo, e parecia que as cores tavam voltando a vida: parou de chover e ficou muito quente!

Foi foda o show, o pessoal que tava ali, tava muito pela banda, pq o resto do parque inteiro tava no Iggy Pop na mesma hora, então foi animadíssimo. E os dois da banda sabiam disso, pareciam estar bem felizes de estar tocando.

Quando o show acabou, o telão cortou pro show do Iggy Pop.
Já tava no fim, e ele já tava semi pelado, ensopado, batendo punheta no palco.
Super dispensava ter visto isso.

Ainda realizei meu desejo de ir na looping star ouvindo Great DJ, mas depois, quando acabou o show e passaram o clipe, ou seja, eu estava indo numa montanha russa a 1h da manhã.

O festival todo foi um alto astral geral, o melhor dia pra conhecer gente nova, passar o dia inteiro falando de música, e ir na monga com os velhos amigos.
Se supera a cada ano.