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Profundamente

Essa fila na porta do céu que está a vida ultimamente me deu uma sensação de ter dormido antes da festa acabar :(

Eu não sei como a morte dos outros deve sentir. Achava que se eu não visse o caixão ia conseguir guardar a lembrança da pessoa viva. 
Aí fui lá e comecei até a pegar a mão dos mortos em velório, pra finalmente saber então como era sentir a perda da morte.
Mas nem assim funcionou. Eu ainda me pego duvidando que as pessoas morreram. Fico tentando achar qual é o botão que ativa isso. 

papo de frutas

- não sei se eu amadureci ou apodreci

all the world is birthday cake

o bolo, 



que é oferecido falsamente como recompensa no Portal, que faz as pessoas não andarem na fila do meu sonho, que vai ter se você ficar, que você pode ter e comer


qual é a receita dele?





enigmas para você e teste de psicopata para mim

Hoje a fabi veio com uma dessas adivinhações longas de "sim, não e porque" que eu não conhecia, e disse que era um teste pra ver se vc é psicopata.
Eu, que passei o ginásio brincando disso, não podia ter dado um nome melhor rsrs.

O dela era: uma menina conhece um cara no enterro da mãe, e começam a namorar. Depois de um tempo o cara some e a irmã dela morre. Por que?

Depois eu fiz a adivinhação da gaivota e tive a idéia de pesquisar no google sobre essas adivinhações, e encontrei não só algumas que eu não conhecia, como descobri que a gaivota é na verdade um faisão, que, segundo o Wagner, é mais socialmente aceitável de se comer num restaurante hahaha.

Link

O impressionante é que eu digitei gaivota + gelo + carta + guarda chuva e esse foi o primeiro link que apareceu, e mais nenhum sobre as adivinhações.


knocking at my back door

Essa música, Knocking at your back door do Deep Purple, eu ouvi na Kiss outro dia e metade do meu cérebro acordou com os seguintes fatos:

- eu não ouvia há uns dez anos
- eu sabia a letra inteira
- eu não lembro porque eu gostava tanto dela!

Tem uma parte faltando nas memórias dessa música, e eu não sei qual é. Coisa de filme sabe? Memória implantada.

Eu não tinha blog há dez anos atrás :( 

as esferas

play

Eu sabia que no final desse rebu de mudança, a gente ia pegar afta e resfriado tudo junto. Mas como uma boa equipe, eu peguei resfriado e o Mário afta, brevemente, e depois trocamos, longamente.

A minha afta é na ponta da língua, e passar o remédio nela tá expandindo a minha mente.
Depois de doer os dentes e eu ficar surda de dor, eu quase faço contato com o grande polvo branco.

Hoje eu estava lendo meu livro do Pink Floyd na parte em que a galera tinha tomado ácido demais e como estavam com os lugares da mente expandidos pela droga muito sensíveis.


Comecei a imaginar nossa existência como uma esfera de percepção com um núcleo. Quanto mais domínio temos da nossa existência melhor a interferência de outras esferas responde à nossa vontade, mas não há um controle consciente da interferência. Uma pode entrar na outra e compartilhar percepção, mas não necessariamente a outra entra na uma.
E principalmente, quando vem uma onda de dor e ela se espalha por toda percepção, vc fica muito louco.

O Syd Barret, já fora da banda, se mudou pro casarão mais pop dos hippies londrinos bem nesse momento e ele estava tão bad trip que pode ter enterrado sozinho o movimento.

fish sticks



Jimmy: Alright, just work with me on this, Eric. Say Eric, do you like fishsticks?
Cartman: Yeah.
Jimmy: Do you like putting fishsticks in your mouth?
Cartman: Yeah.
Jimmy: Well what are you, Eric? A gay fish?



Hoje foi um conceito de felicidade :)
Eu estou cortando a unha no meu quarto vendo South Park enquanto o Mário joga RPG na sala. 

No final desse episódio, o Jimmy e o Cartman estão amarrados e sendo ameaçados pelo Kanye West porque ele não entendeu a piada e quer saber quem é o responsável. E o Jimmy faz o maior discurso sobre a negação do Cartman em admitir que ele não teve nenhuma participação na piada, a ponto de perder a vida pro Kanye West por isso. 
Por sorte, ele acaba não entendendo a piada, mas levando ela a sério e indo viver no mar como um peixe gay. 

post jesus

you claim
that histo-ry
is bey-ond
a man like me

A última vez em que jesus fez um milagre foi no natal de um tempo atrás. 
Mas ontem eu estava tomando pela primeira vez o Guaraná Jesus, e comecei a pensar na relação de jesus com o karma. 

Porque o karma é uma coisa engraçada. 
Quando você acha que está sendo a maior vítima de uma coisa e acha que quando você superar isso todos vão ver como você sofreu, você descobre que na verdade quando isso acontece, o karma te passa pro lado de quem estava te fazendo mal na sua concepção e faz você ver que o mal quem estava fazendo era você a você mesmo.

E isso só passa quando você concebe a existência fora desse ciclo. 

Veja meu cabelo por exemplo, teve que crescer de novo porque eu descobri que a solução final era eu raspar metade dele, e quis ter pensado nisso quando ele estava grande. 

Mas agora eu descobri que gosto dele ondulado.
E o que o ondulado tem a ver com raspar o cabelo? Nada.

No entanto, ele precisa estar metade raspado pra eu gostar dele ondulado.

E se jesus não tivesse morrido e, em vez de derrotar os romanos pra fechar o ciclo, um romano tivesse ficado amigo dele?
Em outras palavras, e se jesus tivesse vivido até velhinho, amadurecido e mudado a perspectiva das coisas?

don't you wanna get out of 2008

Acho que a última coisa que faltava eu ouvir pra dar o claim final nas bandas de 2008 era Vampire Weekend.
Walcott.

tentar dominar o mundo

- O que vamos fazer hoje no happy hour?

- O que fazemos todas as sextas no happy hour: tentar dominar o mundo

2:32

EU VOU ME JOGAR DA JANELA

Nunca vi uma coisa tão sobrenatural na minha vida. Às 2:32 da madrugada.

Tô eu jogando conversa fora pelo msn, e de repente acontece uma coisa nas 5 janelas de conversa ao mesmo tempo. Não a mesma coisa, mas uma coisa. Ao mesmo tempo.

Tá, eu posso até não me jogar da janela, mas eu nunca mais vou dormir.

Você não tem noção, não era pra eu estar acordada até essa hora.

Ou era? Ö

E eu nem fiquei filosofando sobre a vida hoje. Muito menos postei sobre.

Meu deus, com "hoje" eu quero dizer segunda, terça ou quarta? rsrsrsrs

remember the future

lembra do ano passado?
lembra do primeiro semestre?
lembra de sexta feira?
lembra de hoje de manhã?
lembra de uma hora atrás?

o negócio tá ficando tal que daqui a pouco tá em: lembra do que vai acontecer?

why why why

Quase não saio da cama hoje, já que eu não vou trabalhar no primeiro dia de lugar novo mesmo. Coincidência.

Ontem eu fui dormir revirada, e acordei mais ainda.
Eu pelo menos descobri uma razão boa pra chorar, algo pelo que vale a pena ter medo: as coisas inevitáveis.
E não tô falando da morte, mas sim de coisas difíceis que eu sei que eu tenho que fazer, que são ridículamente difíceis e eu poderia ter o mundo do meu lado caso escolhesse não fazê-las, mas que em algum momento do futuro eu já estou fazendo...
Esse negócio de não chorar tava me incomodando, na verdade o fato de eu ter voltado a chorar depois de um mês. Mas vendo por esse lado das coisas inevitáveis faz sentido, eu passei um mês justamente não fazendo nada difícil rsrs, naquele esquema de trabalhar pra esquecer da vida.

Mas na minha cabeça as coisas se passam assim.
Por que o Oasis ficou ruim, o Liam virou um mala e 15 anos depois daquele cd eu estava bufando na platéia assistindo Beady Eye só pra esperar o Strokes?
Desejando secretamente que eles realmente tocassem Champagne Supernova, já que todas as músicas pareciam com ela.

Por que minha amiga ficou tão... estranha pouco tempo depois de 1996?
Minha vida adolescente demorou tanto pra engatar depois daquele ano, que não engatou. O próximo ano que eu realmente gostei foi 2002.

Por que o primeiro show que eu assisti do Strokes foi exatamente 10 anos depois de eu comprar Is this it, que foi o último cd que eu comprei na vida?

Por que eu sofri bullying no swu e provavelmente perdi um amigo justo por causa do show do Duran Duran?

A resposta para essas e outras questões você confere aqui neste blog, a partir de agora.
Só que ao contrário.

SWU

It's time.
Tô olhando pro blog desde ontem sem coragem de postar.
E olha que não é por sono, porque eu tomei tanta coca cola que cheguei ligada na tomada e nela ainda estou.
Já postei e repostei todas as fotos, do semestre inteiro.

Mas é que... ontem foi foda.
Sabe quando algumas horas de um dia dão saudade pra vida toda?

Vou contar.
Nos encontramos no metrô, os meninos e eu, fomos pra Sumaré, o pólo da modernindade no interior de São Paulo. Passamos no hotel, almoçamos, nos perdemos, não nessa ordem.

Chegando lá, tava um calor, a gente andou pra burro, etc, zé ramalho!

Fui dar oi pros meus amigos que tinham chegado às 8h pra ver o Duran Duran, e fiquei lá na grade pra ver o Zé Ramalho, show que eu amei.
A configuração nessa hora era: fãs do Duran Duran na grade, fãs do Lynryd Skynyrd atrás, eu rebolando baião de galocha inglesa e um fã do DD me perguntando três vezes se eu tinha ido só por causa do Zé Ramalho. Devia ter dito que sim.

A chuva esperou o Zé Ramalho acabar pra começar de verdade, aí começou o quiporcó.
De chuva mesmo com vento foram 15 min, mas que comprometeram o palco oposto que tava bem de frente pro vento. Então adiantaram o show do palco que tinha sido o Zé, ficando dois shows em um e dois em outro. E sem alternar o palco atrasaram os shows seguintes. Foi só isso.


Deu pra ver o Is Tropical achando que era o !!! no outro palco por causa do horário.
O outro palco, o palco gay rsrs.
Pausa, o que era esse dia 13 esquizofrênico com motociclistas, gays indies, oitentistas e tudo que há in between circulando? hahaha
Era lindo! Eu conseguia chegar na grade pra falar com o pessoal porque eu era fã de Duran Duran haha. Mudar de palco era mudar de país!

Amei o Is Tropical e o !!!, mesmo vendo um pedaço de cada. Corremos de volta pra ver o Ultrage a Rigor. E aí começou o festival de fato.
Eu na chuva, loving it, começa a briga. Bastou.
O público ficou insano, a banda enfurecida, tocaram meia hora o caralho, o Roger falou que era o Chris Cornel que tinha dito que não ia tocar, aí todo mundo foi vaiar ele.
Só quando eu cheguei em casa li que era o Peter Gabriel haha.
Subi no ombro do Jeff em "Ciúme", apareci duas vezes no telão, foi puro rock.
No final o cara desligou a guitarra do Roger em Marylou, mas eles não foram expulsos como tão dizendo nos sites. O show já tinha acabado, e eles voltaram pra gastar tempo e provocar hehe.
E todo mundo se enfureceu de novo! Foi épico, de verdade.

Depois rolaram mais umas indas e vindas, assuntos do coração (não o meu, graças a deus!), muita coca cola, e o Chris Cornell entrou. Eu quis morrer.
Estava naquela arquibancada de rodeio maravilhosa que todo festival tinha que ter uma.
Me deu um faniquito, não quis esperar ninguém voltar do bar pra ir pro Duran Duran. Fui no banheiro, que tava sem luz hahaha, parecia o castelo dos horrores!
Quando eu entrei a mulher falou "não tranca a porta senão você fica presa" - imagem do inferno: eu presa no banheiro escuro enquanto o Duran Duran tocava hahaha.

Fui lá pra frente, até onde dava, e sentei no chão, encostada no lixo. E o tempo todo aquela música de cortar os pulsos soando. Foi me dando um negócio, uma tristeza, um não querer voltar pra vida, pra coisas que eu vou ter que voltar, que eu não podia deixar pra trás aquela hora, mas que ao mesmo tempo vão ser muito diferentes.
Tem alguma coisa em estar tomando chuva no meio de uma multidão ouvindo música super alta que é o meu estado natural, o "modo jungle" rs.
De certa forma, eu volto sempre que eu posso.

Logo que acabou o Corta Pulsos, começou o Duran Duran, com Planet Earth e A View to a Kill, e eu berrava sozinha no meio dos fãs do Lynryd. O lugar era ótimo, mas eu sabia que não era dali que eu queria ver aquele show.
All you need is now era eu correndo, cantando, na direção oposta ao palco, doida, subindo na plataforma da escada da arquibancada. Então essa era a mais ou menos a minha vista.

Era lindo, tinha espaço, eu passei o show inteiro dançando com o vento batendo, fazendo acontecer, sabendo cada virada de cada instrumento, meu coração doendo de alegria.
Só de escrever isso meus olhos já encheram d'água.
Foi um show assim... pro público. Com 1h15, só escolheram músicas que ficam bem ao vivo, porque era impossível tocar tudo, então fizeram valer o que tinha.
As músicas novas ficaram incríveis, Girl Panic! foi a melhor do show inteiro.
Os hits do Duran Duran nem são as minhas músicas favoritas da banda, mas no show tudo muda. Wild Boys via um batuque muito louco, Sunrise fica famosa, Planet Earth vira rock.
Nossa, nossa, nossa.
Depois eu li elogios rasgados ao John Taylor, não falei que ele era o cara da banda preocupado com a música?

Gente, era o Duran Duran num festival! Foi perfeito!

há mais mistérios entre o SWU e o Terra...

play

New Build

Adriano sai do CSS (e chama elas de "suas vacas")

The Rapture no Popload Gig anunciado as 11h11 de 11/11/11, tô de prova

11/11/11

Era só o que faltava.

Hoje é dia de revolução nas ruas, bebê.

Eu não falei que a semana tava épica?
O povo nas ruas, o caminhão de mudança nas ruas, o Duran Duran no (hotel que eu não posso revelar senão me matam), o ... enfim!

dilema

Satânico é eu ter mudado de casa em 1/1/11 e de empresa em 11/11/11.

Dilema é outra coisa.

É eu querer que a semana passe rápido e demore ao mesmo tempo.
Mas eu tô brincando porque não importa o que eu quero que o tempo faça.

Tô achando o máximo (em segredo).
Eu guardando


comigo não morreu

Vamos do começo.
Eu acordei sentindo que o dia ia ser estranho.
Tava tocando Oh Darling no rádio.

Estranho?
Eu tive uma conversa com o Wagner, assim voltando do almoço e indo no banco, que as pessoas demoram anos na terapia pra ter. E nem era sobre mim.
Era sobre vacas.

Depois de passar o dia ouvindo Duran Duran desejando que a semana passe rápido, chega o e-mail... avisando que é nossa última semana no Itaim.
Deu o gato com o pão com manteiga amarrado nas costas.

No fim da tarde eu ouvi a música Dias melhores virão, da Rita Lee, e chorei.
Nossa, tem tudo a ver com tudo, inteira.

Esses são os fatos.
Apesar de tudo estar acabando, eu me sinto bem no meio das coisas.
Mesmo indo embora do bairro no qual eu passei a vida inteira, no qual eu já não moro mais, e no qual eu trabalhei nos lugares em que eu mais fiz amigos na vida.
Mesmo com esses mesmos lugares sendo demolidos atrás de mim, e eu descobrindo lugares novos.
Mesmo com a emoção que eu vou sentir no show do Duran Duran depois que ele acabar sabendo que a próxima vez que eu voltar vai ser para um lugar novo.
Mesmo que eu não tenha ficado assim nem quando eu saí de casa.
Mesmo assim, hoje eu parei e pensei, o quanto no meio de tudo eu estou, o quanto tem de errado comigo que dá pra consertar tranquilamente, o quanto eu consertei só esse ano, esse mês, esse fim de semana, hoje.

Hoje foi estranho, realmente. Eu perdi o medo de uma coisa inexplicável porém onipresente em todos.
E ainda estou falando das vacas.
Queria ficar escrevendo sobre isso a madrugada inteira, mas eu tenho que ir dormir...