justiça

Eu tava voltando pra casa hoje no ônibus cansada, mas cansada como nunca na vida. Tô até meio religiosa. Não é nem sono, eu até durmo bastante, mas eu tava sentindo o esforço do meu coração pra bater. As pessoas falam e eu não entendo nada, dou uns spaced out.

Mas quando meu amigo, pessoa mais baladeira do mundo, colega de carona e agora de ônibus, virou pra mim e falou "tô cansado, vou pra casa", eu senti o perdão baixando em mim que nem uma luz.
Aleluia.

Depois dessas três músicas tocarem no shuffle nessa ordem, eu cheguei em casa com a sentença assinada.
Volantes - Um pouco disso
Late of the Pier - Space and the woods
The Strokes - Machu Picchu


Eu estou perdoada de qualquer assassinato ou atentato que eu tenha cometido de quintas feiras depois das 23h até sabados de manhã, DESDE QUE eu não use isso como desculpa pra causar de novo.
E o pior é que no meu caso a segunda parte é mais importante que a primeira.

wish I may

Resolvi sintetizar: "se eu vejo um polvo, eu desmaio"
Agora todo mundo entende que é uma beleza.

E aí, de repente, saí sintetizando tudo.
Essa semana foi de uma loucura indescansável, tô meio na fissura, morendo na ignorância do meu cansaço, e cantando pagode pela rua tarde da noite.

É um estado insustentável de melhor época da minha vida.
E vai tudo acabar daqui a pouco.

Eu sou a Rachel Berry da classe.

crescendo

Crescer é saber o que você quer do seu cabelo.
Finalmente.
E ter a força de vontade de deixar ele crescer do raspado pro comprido, sabendo que você não vai gostar dele em nenhum dia que venha entre.

we can be like they are

Hoje tudo se inverteu: dia foda e noite fiasco. Mas tudo bem, porque se tem uma coisa que eu tiro de letra é variação das coisas da vida. Da minha vida, da dos outros, do cosmos, etc.
Essa é uma grande vantagem de ser instável, não há mau tempo ou motivo pras coisas não mudarem de um segundo pro outro se elas tem que mudar.
E a vantagem de uma noite fiasco é que ela pode melhorar com qualquer coisa, tipo a música que eu escuto no ônibus.

The Blue Oyster Cult - Don't fear the reaper

Do meu episódio favorito de Six Feet Under, o do velório do motociclista.

you gotta love that bpm

Depois que eu postei que não conseguia ouvir as bandas que tocaram em festivais planeta terra porque eram demais, resolvi colocar todas elas no ipod e reviver todos os momentos kodak.
Foals, Maximo Park, Kaiser Chiefs.
Me empolguei com o Kaiser Chiefs no Glastonbury, não tava dando a mínima. Mas aí lembrei daquela cueca vermelha.

E hoje eu ouvi uma música que eu não ouvia desde 2009 com certeza: Great DJ
E tive um momento no meio da rua, daqueles: eu tava na montanha russa 1h da manhã agora há pouco.
Porque um gênio colocou Great DJ pra tocar logo depois do show do Ting Tings. Foi o tempo da gente correr pro looping star antes de fechar. 
Imagina as garotas e os garotos e as cordas e a bateria nessa hora.

lipstick on the nightstand and octopuses at the door

Eu não quero que o curso acabe :(
Aquele negócio tá salvando a minha vida em vez de acabar com as minhas noites de sono.
Durante o dia eu sou indistraível, mas não sei como eu chego lá à noite brigando com o cobrador na chuva e tomando falta e saio rindo.

Ai meu coração.

maratona arquivo x - o homem dos milagres

Eu tive que parar de ver Arquivo x agora.
Porque esse episódio que eu vi agora foi muito forte.
Eu tava indo em ritmo de maratona + feriado, achando tudo muito genial, tendo mil comentários pra escrever, mas esse episódio é forte. Demais.

O que eu ia comentar dos outros episódios até esse é que eu não estou entendendo porque o Mulder quer achar só os alienígenas que o governo esconde. Ele já deu de cara com várias outras manifestações: o fantasma do espaço, a minhoca do gelo,  a comunidade amish. Nem se abalou.
Mas quando tem aqueles episódios em que o governo inventa que um caminhão de sorvete virou na estrada ele fica na fissura, e eu acho esses os mais chatos.
Percebi pelo último, E.B.E., que a série mexe muito mais com fé do que com conspiração. O quanto o Mulder quer acreditar e a Scully não, e também o quanto ela fica mal quando acredita em alguma coisa. Só que geralmente quando isso acontece é o Mulder que não acredita.

Até que eu cheguei nesse episódio, "miracle man", que foi um dos "nossa, não aguento mais ver esse episódio". E meu deus do céu, que episódio foda. A história: um pastor tem um filho adotado que performa milagres de cura desde pequeno. Ele ressucitou um homem queimado quando tinha uns 8 anos e esse homem virou braço direito do pastor. Quando a história começa, a polícia local procurou o FBI pra ver se conseguia acusar o menino (agora com 18 anos) de ter matado algumas pessoas durante a cerimônia de cura, depois de anos tentando fechar a tenda do pastor.
Só que como a religião proibe a autópsia, não tem como saber se foi o menino mesmo ou não. Ele próprio acha que é culpado, acha que a fé dele foi corrompida e foge. Depois encontram ele num bar todo zuado e triste.
O pai convence ele de que ele não está corrompido, mas ele mata outra mulher tentando curar.
No julgamento ele fica interrompendo a advogada dizendo que quer ser preso, mas o juiz não tem provas e só determina uma fiança pra ele sair da cadeia. Aí uma nuvem de gafanhotos invade o tribunal.
A Scully e o Mulder convencem a família da mulher morta a autorizarem a autópsia, e descobrem que ela foi envenenada. O Mulder corre pra soltar o menino, mas ele não acredita e quer ficar na cadeia.

O xerife que já tava atrás deles por anos, põe uns caras na cela pra matar o menino de porrada (e eu suspirei quando declararam que ele estava morto), e ele então aparece pro tal braço direito do pai e acusa ele de (ai que eu não consigo parar de chorar) traição :(

Ele, o braço direito do pastor tinha envenenado as pessoas, colocado os gafanhotos no tribunal pelo sistema de ventilação, criou o rebu todo pro menino perder a fé e achar que o dom dele tinha sido comprometido pelos pecados. Isso tudo como vingança pelo menino ter ressucitado ele e feito ele viver aquela vida após a morte queimado.

O cara se envenena e morre, bem quando o xerife e os agentes chegam na casa do pastor contando tudo e querendo prender o cara.
Depois o xerife é acusado de ter forjado a prisão dos caras que espancaram o menino.

Só que o menino curava de verdade coitado, ele era tudo que o pastor dizia que ele era mesmo. Ele ressucitou e saiu do necrotério direto pra acusar o cara queimado.
Ele curava o meio que o fluxo de energia das pessoas otimizando a cura das doenças delas, e sentia a dor das pessoas de verdade. Olhou pra cara do Mulder e disse que ele tinha uma dor de perda da irmã.
Aí fudeu né, mexeu com a irmã do Mulder é pedir pra ele mergulhar de cabeça. Ele começa a ver a irmã criança sempre que o menino estava perto.
E no final, quando nada tá certo, a tenda do pastor tá fechando e ele tá arrasado porque o filho não só morreu como sumiu, o braço direito dele era o culpado e o xerife orquestrou a morte do filho, o Mulder vê a irmã de novo, ou seja, o menino tava perto.

Parece ser um senso comum que quando você morre, descobre tudo que todo mundo fez né?

Ai que tristeza de episódio!

uma noite em 2011

Ontem eu tava voltando pra casa à noite, cortando pela rua que é mais segura que a brigadeiro, e um cara veio correndo apavorado falando: "moça, cuidado com aqueles dois!", apontando pra trás.
E saiu correndo de novo.
E eu tb, muito mais devagar que ele.
Virei uma esquina lá, fui pra brigadeiro e peguei o ônibus que eu tava querendo economizar.

Hoje, na luz do dia, eu fui ver "Uma noite em 67". Muito divertido.
Como pode o Chico não saber a letra de Roda Viva? O Gil ter crise de pânico? Ponteio ficar em primeiro?
Não, desculpa, eu sou uma chiqueteira. Não tem COMO Roda Viva não ser mais contagiante que Ponteio, Alegria, Alegria e Domingo no parque.

No final os entrevistados são perguntados se eles têm saudade daquele tempo, e o Chico que nem a letra de Roda Viva sabe mais blz, nem precisava. Nenhum tem saudade de nada na verdade, mas o Caetano fala que tem saudade de ser mais jovem fisicamente.
E eu fiquei pensando que nunca fui mais forte ou saudável do que agora. Na vida inteira. Ever.
Eu só melhoro.
E não tem uma época que eu olho pra trás e penso que "eram dias melhores".
Os anos mais divertidos, tirando até a parte da saúde, eram mergulhados na mais pura escuridão.
Eu nunca fui mais esperta do que agora.
Mas eu penso muito, sem a ajuda do Caetano que um dia isso vai reverter e eu vou ter sido mais saudável do que em tempos futuros :(

Depois eu voltei pra casa e passei pela mesma rua de ontem, só que de tarde. E tava cagando de medo, óbvio, fica uma paranóia.
Eu fiquei olhando pra trás pra ver a partir de onde eu comecei a correr.
Na verdade, por mim eu nem passava mais naquela rua, hoje a tarde eu até suei frio de lembrar.
Mas eu tenho uma regra: o único medo irracional que eu posso ter é de polvo, o resto eu tenho controle pra fazer passar. Então eu passei.

É que tá foda... parece o tema do globo repórter da semana, teve o roubo no ap de cima e agora isso.

O que eu mais ando pensando quando os problemas vem e vão é como esse feriado tá foda.
Simplesmente pq eu achei que ia estar arrasada e sozinha e não tá sendo nada disso, afinal, estatisticamente eu não tenho um histórico de páscoas ruins, só carnavais.

segundo dia de feriado - dobra de universo

Cara que foda.
Minha mãe foi ver meus avós.
Eu não esperava MESMO, e ainda me perguntaram o que foi que eu fiz pra conseguir isso, e eu não fiz nada.
Essa é a terceira dobra de universo do ano, e restaurou a minha fé.

pneumotórax

Pensei horas sobre isso.
Fazer um post que, se eu matasse uma pessoa, com certeza iria estar no mural da investigação, e um detetive iria ficar olhando pra ele e outros posts enigmáticos e tentar achar a resposta do enigma.

O mais engraçado é que eu devo ter um post pneumotorático pelo blog, e que não tem nada a ver com esse. Só pra adiantar o serviço do detetive.

primeiro dia de feriado: aprovadíssimo (Y)

COMO É BOM FICAR SOZINHA EM CASA

Morro de saudade do Vitor, e achei que já estivesse sozinha morando aqui, mas nada se compara a ter a casa só pra vc pra fazer o que quiser do jeito que quiser ouvindo o que quiser (vulgo andar pelada pela casa).

Terminei de ver o episódio Space do Arquivo X, que é incrivelmente foda. Não aguentava mais ver, mas vendo agora no contexto é um episódio muito diferente.
O Mulder tava cara a cara com um alienígena e não sabe até agora. Porque o que mais seria um "fantasma do espaço"? Que fica sabotando as viagens espaciais? E tem a cara da Cydonia?
O problema é que ele se ateve ao formato little gray men.

Depois saí correndo pro sesc pra tomar sol, não tava me aguentando. Me joguei no madeirão e só descobri meia hora depois que o sesc tava sem luz e não tinha piscina nem almoço.
Nem me mexi.
Depois voltou e eu nadei e almocei rs.

Deu pra fazer tudo, comprar presente pra minha vó, supermercado ir na sorveteria com o pessoal, fazer trabalho de grupo em casa.

Ainda arrumei carona pra ir pra Indaiatuba.

E listando assim fica faltando dizer que foi tudo uma delícia.

muito playcenter

Tem bandas que eu não consigo escutar mais e que quando eu olho no iTunes fico repetindo "é muito playcenter...".
Yeasayer, a razão do Planeta Terra do ano passado, eu parei de ouvir imediatamente após o festival.
E não é que eu enjoei, é o contrário, é demais :s
(e eu odeio vetar música por ser demais, afinal eu só escuto música pq é demais).

Ting Tings eu parei porque nunca mais vai ser tão bom quanto foi, logo é muito playcenter...

Passion Pit, que eu comecei e ouvir depois do festival e baixei as versões ao vivo do show, já parei.
É demais.

Maximo Park e Kaiser Chiefs, as maiores crises de saudade de show do Planeta Terra, que eu matei ouvindo exclusivamente por dias e dias em seus respectivos anos, não ouço mais.
Nem chega perto de matar a saudade. (e olha que Kaiser Chiefs nem no playcenter foi).

Rapture então, que tem o título do único show em que tocaram todas as músicas que eu queria ouvir, vou ouvir no ipod pra que?

de repente

Eu sempre AMEI "De repente 30".
Sempre achei um filme trágico disfarçado de sessão da tarde.
Tipo, é isso que pode ser sua vida mesmo que vc seja uma menininha boazinha de 13 anos, não existem segundas chances, só nos finais mágicos de filme.
É isso que o filme é pra mim, o oposto do que ele tá mostrando.

Claro que eu tô vendo ele agora.

Mas eu nunca tinha pensado que se eu dormisse nos 13 e acordasse nos 30 ia ser bem parecido.
Aliás, do jeito que as coisas vão ano a ano, se eu dormisse hoje e acordasse com 30 já dava pelo menos pra fazer a sequência do filme.

E ao contrário do filme, eu acho que a eu de 13 anos não ia poder ajudar mto nos meus problemas.
Talvez a de 12 rs.
E a de 21.

Mas sério, as pessoas não se perdem na vida, elas crescem. Ser criança é assustador, ser adolescente é complicado, mas seu adulto é difícil, não tem como ir pra trás.

Esse filme tenta mostrar que a Jenna de 13 anos pode consertar a vida da Jenna de 30, quando no fundo a vida de 30 podia não estar tão errada assim, e ela fica pagando de retardada e aí sim fode a vida.
Porque o final demandava de uma adulta pra lidar com tudo que deu errado.
Ser singela não foi suficiente, e o brilhantismo do filme está em reverter isso com mágica no instante em que vc começa a se sentir muito mal: ela volta e tem uma segunda chance.

Ufa hein.

maratona arquivo x - space

Não aguento mais ver esse episódio!

O "ai meu deus a Cydonia tá vindo me pegar!"

haha

maratona arquivo x - do piloto até ice

Já que é pra ir pra trás, eu fui pra trás forte.
Eu assisti Arquivo x pela primeira vez quando eu tinha uns 10 anos, e foi o episódio Ice (1x07), que eu vi no sofá, morri de medo e jurei que nunca mais ia ver aquela série.

4 anos depois eu não tinha esquecido ainda, e resolvi que tinha que assistir mesmo tendo medo, porque era muito legal. E me ferrei porque até então eu tinha muito medo de ver filme de terror, o seu madruga de homem das neves, etc. Eu via Arquivo x olhando pro vidro da varanda.
Não bastando isso ainda comecei da quinta temporada, que tem os homens mariposa logo no início.

Foi assistindo Arquivo x que eu perdi o medo desse negócio de "olhar" que eu tenho, e fiquei só com o polvo, que não tá na jurisdição terrena da cura infelizmente. Mas agradeço enormemente a não ter nenhum episódio com monstros marinhos na série.

Voltando a maratona após a introdução.
Meu deus, como a série é boa. Eu lembrei porque eu gostava tanto, sempre foi por causa do Mulder, o cara que não liga pro que o FBI pensa e faz o trampo dele com forte motivação pessoal. O estabelecimento está sempre errado, vai sabotar você e encobrir a verdade.
Sério, o que mais precisa pra ser bom? Arquivo X é punk.

O piloto e o primeiro episódio são 100% conspiração governamental, pro cara sentir qual vai ser o tom da série. Aí o terceiro vem dá um tapa na cara do espectador, é o do cara que come 5 fígados a cada 30 anos.
O Mulder mostra que não é um fanático, e é o primeiro a descartar que se trata de alienígenas, e a Scully mostra que está sempre do lado da vítima. Não só mostra como fala num diálogo digníssimo:

- Who's side are you on?
- The victim's!

Ajuda muito na construção do personagem que todos os agentes do FBI inteiro são escrotos, praticamente bárbaros. É quase uma série de colegial com bullys.

Nesses primeiro 8 episódios ainda tem um do menino que perde a irmã e o Mulder se compadece. Tudo indica que ela fugiu com o namorado motociclista, mas ele não desiste da idéia dela ter sido abduzida - e no final estava certo. Sorry.
É um dos melhores episódios numa época em que a série parecia meio constrangida de estar falando sobre conspiração de um jeito tão forçado. Os episódios tem um clima "fecha os olhos e vai".
O irmão dela tem a capacidade de ler código binário, o Mulder tenta esconder isso mas pegam o menino e a mãe fica puta e ele desesperado, porque queria encontrar essa irmã de qualquer jeito.
E no final, você já tá com o coração na mão quando a irmã volta e o Mulder tem que voltar pra vida dele na qual a irmã não voltou, e ainda tem uma cena dele numa igreja, olhando pra foto da irmã, com o audio da regressão dele no fundo, dizendo o quanto ele quer acreditar que ela vai voltar.

Pra bom entendedor de genialidade uma cena final basta.

Essa maratona promete.

strokes no planeta terra

Eu vou querer lembrar desse dia em 5 de novembro.
Paciência.

virada - depois

Não, foi isso mesmo.

virada - durante

Virada que já virou maratona né, de 12 horas.
A-ha, a virada tá boa!
Não ser ruim já é um mérito, mas ser boa é mais uma dobra de universo desse ano.

A gente viu nada de Rita Lee, um pouco de Beatles (hard day's night, for sale e help), e um show incrível do funk como le gusta.

A jornada foi incrível tb :s

Vamos ver como vai o domingo.

virada - antes

Muito animada, muitas coisas pra ver, muita gente pra encontrar.
Mas tô me sentindo numa dimensão paralela (ou alternativa, se vc preferir) de 2007 :s

show do Roxette

Toda vez que eu entro no Credicard Hall me dói o coração genuinamente.
Porque eu lembro de alguns shows que eu vi lá que me causam saudade até hoje.
E cada vez que eu entro lá é pra acrescentar um novo.

Ontem, lá de cima da platéia superior, eu enxergava o Pet Shop Boys com todas as cores.
Ouvia a virada do show de farewell do A-ha, quando começava Stay on these roads, e lembrava da entrada mágica do show do B-52's.

Inclusive agora eu tô ouvindo o famigerado áudio do show do A-ha, porque eu li no post do ano passado que eu dependia emocionalmente de ouvi-lo todo dia, e tô vendo se ele faz alguma coisa por mim hoje em dia.

Já começou com a cena memorável do Ludov invadindo o palco sem ninguém entender nada uma hora antes do show rs. Uma tia gritou lá cima quando o vídeo anunciou que a atração já ia começar: "mas já???"

Depois do Ludov eu fiquei semi dormindo naquela cadeira gostosa, que é mais perto do teto do que do chão, e a luz apagou assim que acabou Sing do Travis.

O Roxette foi uma belezinha.
Primeiro porque conseguiu uma coisa que nem o Pet Shop Boys conseguiu: levantar as pessoas das cadeiras.
Segundo porque foi sincero, animado e competente. Gostei muito de algumas músicas que eu não conhecia.
Terceiro porque as músicas famosas são MUITO boas, e fizeram parte da minha infância muito forte.
Quarto porque essas músicas voltaram pra minha vida em 2010 através das torneiras do chuveiro do Sesc Pompéia.
Quinto porque eu estava com um bom humor que eu nunca mais vou ter de volta - até voltar no credicard hall.

Só faltou Fingertips, que, adivinhem só, era a minha vida em 96 haha.
Eu ouvia Roxette por causa da minha irmã quando era criança, mas dei continuidade meio sem querer.
Em 96 eu era obcecada por Erasure, mas não achava um cd que tivesse Love to Hate you, e o rádio não tocava quase nunca (ô época triste). Então um dia em fui na loja de cd e levei a coletânea do girassol do Roxette. E o estado do encarte atualmente diz tudo.

Ontem foi a última quinta feira de shows das 4 quinta feiras de shows em seguida, e eu podia ter encerrado ela com chave de ouro, mas infelizmente baixou o espírito da querupita em mim e não foi isso que eu fiz.
Estava autopiedosamente cansada, e confusa, e chutei o balde.
Passei o dia não querendo escrever sobre o show, mas não é justo.
Porque quando eu entrar lá de novo, vou lembrar do coro de 7 mil pessoas cantando no mais perfeito ritmo "it must have been love but it's over now, it was all that I wanted now I'm living without".

Vou lembrar de cantar "listen to your heart" com a mão no peito.


precedentes

Vou falar uma coisa muito séria: se eu tivesse visto "o que eu estava fazendo nesse dia nos outros anos" aqui pelo blog, não teria saído de casa hoje.
Nem ontem nem amanhã, só pra garantir.

Mas isso é muito sério.

DERROTA sem plot twist, eu não tô aguentando :(

derrota

Ontem foi uma conquista.
A primeira coisa que eu vi de manhã foi uma lula gigante nadando na tv da recepção, aí que eu acordei.
Mas era tão longe e tão pequena que eu continuei olhando, e pensei "ou eu tô mto de mal humor ou tô curada".
Não é que o dia tava ruim, eu que não conseguia olhar mais pra números, antibióticos me deixam ruim da índole, entre outras coisas. Mas as coisas foram melhorando aos poucos.
E no fim da tarde eu tava sob controle.

Peguei minhas coisas, desliguei o computador, saí da sala pra ir no banheiro, e dei de cara com o que já seria ruim o suficiente se não tivesse o episódio da manhã, mas que aproveitou e destruiu toda e qualquer conquista que eu tive nos últimos dias.

Não preciso nem dizer o que é, só que a tv da recepção é bem grande e fica bem na frente da minha porta. As coisas precisam estar bem longe pra não causar um impacto, mas essa não é a intenção da bbc.

E assim, sem nenhum controle, eu trombei numa pessoa que tava passando, fui andando meio tonta até o banheiro, de olho fechado, como se tivessem me dado uma pancada na cabeça, mas por dentro.
O banheiro fica num canto que é escuro nessa hora da tarde, eu não conseguia entrar, não conseguia encostar em nada, e não tinha ninguém.
Eu mal consigo olhar um polvo se eu me preparo (e isso é me preparar pra passar mal), agora qdo é de surpresa eu não tenho chance contra mim mesma. Caralho. 
Eu fiz que nem eu fazia qdo tinha pesadelo: racionalmente não há polvos em lugar nenhum, então tudo bem eu entrar no banheiro sem enxergar, mas isso é a coisa mais difícil de alguém fazer sem controle sobre a realidade. Eu digo isso porque vontade eu tenho, mas o controle que é a chave da questão, e tem vezes que infelizmente eu não consigo me convencer.

Mas esse ano não teve nenhuma dessas ainda (e antes do ano passado nem tinha tido).
Eu fui no banheiro e também saí dele, com sucesso.
Voltei pra ilha, peguei minhas coisas e me deu um desânimo pesado.
Não era nem que eu tava com medo de descer sozinha, era a tristeza da derrota mesmo, outra coisa muito difícil de se combater racionamente, até mais do que a existência de polvos no carpete.

Eu desci, e comecei a chorar, e chorar, e chorar (e esse plot não vai ter mais twists), e gastei tudo em 5 min. No ônibus eu tava só derrotada.

the sweet escape

Eu voltei a Gwen Stefani e o No Doubt pro meu iPod, sabendo que uma hora eu ia trombar com essa música - que eu amo - no random. Tipo hoje de manhã.
Essa música era a minha vida em 2007, e apesar desse ser um cargo que eu dou pra quase todas as músicas e meus anos serem cheios delas, nesse caso eu acho que em 2007 só essa música foi a minha vida.

A Gwen Stefani tem uma capacidade de fazer letras incrivelmente tristes e exclusivamente femininas se disfarçarem de músicas animadas. Coisa que eu só vi o Abba fazer.
E The Sweet Escape é de uma tristeza sem fim, assim como eu era.
Se não fosse ela, se não fosse assim, a música seria de cortar os pulsos.
E se eu não fosse eu e não fosse assim, recorreria às músicas corta-pulso de fato.

Hoje eu posso dizer com segurança que superei toda a identificação que essa música me trazia, mas não posso esquecer. Ela sempre vai ser a música da minha vida em 2007.

Ah claro, olha o que eu achei 

não existem coincidências com cancerianos

Tô ridiculamente canceriana essa semana.
No bom, no mal e no cósmico.

sonho das 5 da manhã

É, eu acordei as 5.
Depois voltei a dormir e sonhei um sonho que devia estar entalado em mim desde a colação sexta feira.

Eu tava na aula de roteiro do segundo semestre de 2005, a que foi junto com o teatro.
A polêmica.

Mas todo mundo já se conhecia, acho que era 2011 mesmo.
E era numa casa...